CNA destaca competitividade da tilápia brasileira no IFC 2026
IFC 2026 discute competitividade, custos e mercado da tilápia no Brasil
Foto: Pixabay
O consultor da Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Eduardo Ono, participou, na quinta (3), da oitava edição do Congresso Internacional de Pescado e Feira de Pescado - IFC 2026, que acontece em Foz do Iguaçu (PR).
No painel “Competitividade da tilápia brasileira e suas perspectivas: Preços, Custos e Rentabilidade”, ele discutiu os fatores que influenciam a produção de tilápia no país, o que considera aspectos produtivos e desafios enfrentados pela cadeia para ampliar sua capacidade de competir, especialmente, com produtos importados.
Segundo Ono, o debate também é uma oportunidade para discutir os pontos de atenção por parte do produtor e as necessidades da cadeia como um todo para promover o desenvolvimento da produção nacional.
“O que a gente precisa fazer é colocar a tilápia, desejo de consumo para a grande maioria da população, na mesa do consumidor de uma forma mais acessível para atender suas necessidades”, afirmou.
Durante sua apresentação, Ono destacou o Projeto Campo Futuro, que realiza o levantamento dos custos de produção da aquicultura nas principais regiões produtoras do país, que gera informações para apoiar a tomada de decisão dos produtores e o direcionamento de políticas para o setor.
O consultor também abordou a definição do mercado que se pretende acessar e a estratégia necessária para posicionar a produção. Para ele, a discussão envolve desde o mercado de commodities, em que o preço é um dos principais fatores, até mercados de nicho, que possibilitam maior agregação de valor ao produto.
Nesse contexto, Ono ressaltou que a competitividade não depende apenas da eficiência e dos custos dentro da porteira, mas também do impacto da conjuntura econômica e fiscal, bem como das estratégias de comercialização e do mercado em que o produtor pretende posicionar sua produção.