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Segundo boletim de Condições de Tempo e Cultivo divulgado pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, as informações referentes ao período entre 5 e 11 de maio foram compiladas a partir de relatórios enviados pelos Núcleos Regionais de todas as regiões do estado.
No arroz, a colheita irrigada segue dentro do previsto em diferentes regiões do Paraná, mas o cenário de comercialização preocupa produtores. De acordo com o boletim, os preços pagos pelo produto permanecem abaixo dos custos de produção, o que tem provocado dificuldades financeiras no setor.
A batata da segunda safra apresenta desenvolvimento vegetativo considerado positivo na maior parte das áreas cultivadas. Segundo o relatório, a recuperação da umidade do solo após as chuvas recentes contribuiu para o avanço das lavouras.
O café está predominantemente em fase de maturação, com o início gradual da colheita em várias regiões paranaenses. Em algumas áreas, produtores optaram por retardar os trabalhos de colheita à espera de melhores condições de mercado. Parte da produção já colhida permanece em processo de secagem.
A colheita da cana-de-açúcar começou em parte do estado, favorecida pelo período de tempo firme registrado nos últimos dias. Conforme o Deral, as lavouras apresentam boas condições gerais, impulsionadas pela recuperação da umidade do solo.
O feijão da segunda safra apresenta cenário variado entre as regiões produtoras. Em parte das áreas, a colheita avança lentamente devido às condições climáticas, com registros de produtividade abaixo do esperado em algumas lavouras.
O boletim também aponta perdas provocadas pela estiagem no início do ciclo, agravadas posteriormente pelo excesso de chuvas e pela ocorrência de geadas. Em outras regiões, no entanto, o desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório e a expectativa é de intensificação da colheita nos próximos dias. O mercado segue apresentando diferenças de remuneração entre os tipos comerciais, com melhor desempenho para o feijão carioca em relação ao feijão-preto.
Na horticultura, os produtores têm priorizado a colheita das culturas em final de ciclo, principalmente após os períodos de chuva que dificultaram o acesso às áreas de produção. O relatório destaca que os agricultores têm aproveitado as janelas de tempo firme para atender à demanda do mercado. Na cultura da cebola, avançam a formação de canteiros e a semeadura para produção de mudas.
A colheita da mandioca segue dentro do cronograma nas áreas de dois ciclos, mas os baixos preços pagos ao produtor têm desestimulado o setor. Segundo o Deral, esse cenário pode resultar em redução da área plantada nas próximas safras.
O milho da segunda safra apresenta, de forma geral, boas condições de desenvolvimento, beneficiado pelas chuvas recentes que ajudaram na recuperação da umidade do solo. As lavouras estão majoritariamente nas fases de floração e frutificação, enquanto algumas áreas já entraram em maturação. Apesar disso, o boletim aponta variabilidade no potencial produtivo em razão de períodos anteriores de estresse hídrico. A queda das temperaturas e a ocorrência de geadas em algumas regiões também aumentam o risco de perdas, especialmente em áreas de plantio tardio, além de poderem atrasar o ciclo da cultura.
As pastagens registraram recuperação significativa no vigor e no desenvolvimento após as chuvas recentes. Ainda assim, há relatos pontuais de impactos causados por geadas, situação que pode comprometer a disponibilidade de forragem em algumas propriedades.
O plantio das culturas de inverno, como trigo, aveia e cevada, segue avançando em várias regiões do Paraná, favorecido pelas condições de umidade do solo. Em algumas áreas, as chuvas interromperam temporariamente a semeadura, mas sem comprometer o desenvolvimento inicial das lavouras já implantadas, que apresentam bom estabelecimento vegetativo.
Nas lavouras de tabaco, o boletim aponta possibilidade de perdas em função das geadas recentes, principalmente nas áreas em estágio mais avançado de desenvolvimento.