Paraná tem superávit em volume de lácteos
Balança de lácteos fecha quadrimestre no vermelho
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A balança comercial de lácteos do Paraná encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume, mas ainda registrou déficit em valor financeiro. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (11) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Entre janeiro e abril deste ano, o Paraná exportou 4,3 mil toneladas de produtos lácteos, volume ligeiramente inferior às 4,4 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. No sentido contrário, as importações alcançaram 3,1 mil toneladas, crescimento de 9% em comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado.
Apesar de vender ao exterior uma quantidade maior de lácteos do que comprou, o Estado fechou o período com resultado negativo em receita. Segundo o Deral, as importações somaram US$ 11,4 milhões nos quatro primeiros meses de 2026, enquanto as exportações renderam US$ 8,1 milhões.
O boletim aponta que a diferença entre os resultados em volume e em valor está relacionada ao perfil dos produtos comercializados pelo Paraná. O Estado exporta principalmente itens de menor valor agregado, com destaque para a manteiga, que lidera a pauta de embarques do setor.
Por outro lado, as importações são concentradas principalmente em queijos, produtos que possuem valor mais elevado por tonelada. Esse cenário faz com que o montante gasto nas compras internacionais supere a receita obtida com as exportações, mesmo diante do superávit em volume.
De acordo com a análise do Deral, a composição da pauta comercial continua sendo o principal fator para explicar o déficit financeiro registrado pelo segmento lácteo paranaense no início de 2026.