Bezerro valoriza mais que boi magro e boi gordo em 2026
Menor oferta eleva preço do bezerro
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Os preços dos bovinos de reposição seguem em alta no mercado brasileiro em 2026, em meio à menor oferta e à demanda firme para recria e terminação. Segundo dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), com base em análise quinzenal do Cepea, a valorização é mais acentuada entre os bezerros.
Entre janeiro e agosto, os valores deflacionados pelo IGP-DI avançaram 7,83% para o bezerro, considerando o Indicador CEPEA/ESALQ de Mato Grosso do Sul. No mesmo período, o boi magro acumulou alta de 1,77%, enquanto o boi gordo registrou valorização de 5,89%.
Segundo dados divulgados pelo Deral/Seab, a menor disponibilidade de bezerros está relacionada ao aumento do descarte e dos abates de fêmeas em períodos de cotações elevadas e oferta enxuta de animais. O movimento reduziu a disponibilidade da categoria para reposição.
Com a oferta menor, os bezerros passaram a apresentar a maior valorização entre os animais analisados. A alta acumulada de 7,83% entre janeiro e agosto reflete esse cenário de menor disponibilidade no mercado brasileiro.
Para o boi magro, a procura por animais de melhor qualidade e com potencial de ganho de peso mantém as cotações sustentadas. A valorização, porém, tem sido mais limitada.
Segundo dados divulgados pelo Deral/Seab, um dos fatores que restringem a alta do boi magro é a menor demanda dos confinadores. Em 2026, esses agentes demonstram maior cautela diante das incertezas nos mercados da China, Europa e Estados Unidos.
As perspectivas de rentabilidade da terminação também influenciam o comportamento da demanda. Com maior cautela por parte dos confinadores, o ritmo de valorização do boi magro permanece abaixo do observado entre os bezerros.
O mercado de reposição, portanto, atravessa 2026 com comportamentos diferentes entre as categorias. Enquanto a oferta mais restrita impulsiona a valorização dos bezerros, a procura seletiva por animais de qualidade sustenta os preços do boi magro, mas encontra limites na cautela dos confinadores.
Segundo dados divulgados pelo Deral/Seab, o cenário combina menor disponibilidade de animais de reposição com demanda firme para recria e terminação, ao mesmo tempo em que as incertezas nos mercados externos e as perspectivas de rentabilidade influenciam as decisões dos confinadores.