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Paraná inicia monitoramento de geadas

Serviço monitora risco de geada no Paraná e orienta produtores


Foto: Pexels

O IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater) e o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) r iniciaram, nesta segunda-feira (4), mais uma temporada do Alerta Geada. O serviço acompanha o período mais frio no Estado e orienta produtores rurais sobre a possibilidade de danos provocados por baixas temperaturas.

Em operação de maio a setembro, a iniciativa chega à 32ª edição e, segundo as instituições, se consolidou como ferramenta de apoio ao agronegócio paranaense. Criado inicialmente para proteger lavouras de café em fase inicial, o serviço ampliou o alcance e atualmente atende diferentes cadeias produtivas, como avicultura, suinocultura, horticultura, fruticultura, silvicultura e pecuária, além de subsidiar decisões em setores como turismo, comércio e construção civil.

Durante o período de funcionamento, equipes técnicas do IDR-Paraná e do Simepar divulgam boletins diários com análises meteorológicas e prognósticos sobre a evolução de massas de ar frio no Paraná. Em situações de maior risco, são emitidos alertas antecipados para permitir a adoção de medidas preventivas.

De acordo com a meteorologista Ângela Costa, do IDR-Paraná, a estação fria deve apresentar comportamento distinto em relação ao ano anterior, em função da atuação do El Niño. “A tendência é de temperaturas médias um pouco mais elevadas e menor frequência de episódios de frio intenso. As incursões de massas de ar polar devem ocorrer, mas de forma mais pontual e menos rigorosa do que no ano passado”, afirma. Ainda assim, a pesquisadora destaca a necessidade de acompanhamento constante. “Os modelos indicam esse cenário, mas seguimos acompanhando diariamente, porque podem ocorrer mudanças ao longo da estação.”

Mesmo com a perspectiva de inverno com menor intensidade de frio, o IDR-Paraná orienta a adoção de práticas preventivas, principalmente em culturas mais sensíveis.

Nas lavouras de café, mudas recém-plantadas devem ser protegidas com cobertura de terra ou palha quando houver previsão de geada. Em cultivos com maior desenvolvimento, recomenda-se o amontoamento de terra junto ao tronco para proteção das gemas vegetativas durante o período de risco.

As orientações também se aplicam a outras atividades. Em episódios de frio intenso, culturas como hortaliças, frutíferas e milho podem sofrer perdas, enquanto a pecuária pode ser impactada pela redução de pastagens e pelo estresse térmico dos animais.

Na pecuária leiteira, é indicada a suplementação alimentar e atenção a bezerras e vacas próximas ao parto. Já na pecuária de corte, o planejamento do uso de silagem, feno e outras alternativas alimentares é apontado como medida para reduzir prejuízos.

Para cultivos protegidos, como hortaliças em estufas, o manejo do ambiente, com controle de irrigação, fechamento adequado e uso de aquecimento, pode reduzir os efeitos das baixas temperaturas.

Com informações do IDR-Paraná*

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