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RS investe R$ 805,7 milhões na infraestrutura de cidades atingidas por enchentes

Investimento fortalece resiliência e infraestrutura pós-enchentes no RS


Foto: Ivan Lucas Miorandi

Com investimento de R$ 805,7 milhões, o governo do Rio Grande do Sul ampliou as ações de reconstrução e prevenção em municípios atingidos por eventos meteorológicos extremos. Os recursos financiam programas voltados à infraestrutura viária, drenagem urbana e resiliência climática, integrados ao Plano Rio Grande.

As iniciativas incluem os programas Conexões RS, Drenagem RS, Rotas de Resiliência e Horas-Máquina – Áreas Urbanas, além da revisão de planos diretores em cidades afetadas pelas enchentes de 2024.

Segundo o governo estadual, o Plano Rio Grande já soma R$ 14 bilhões entre valores pagos, empenhados e aprovados por meio do Fundo do Plano Rio Grande. O programa reúne ações de reconstrução, recuperação econômica e preparação do Estado para novos eventos climáticos.

De acordo com o Executivo estadual, o Rio Grande do Sul passou a contar com uma estrutura permanente voltada à prevenção de desastres e ao fortalecimento da capacidade de resposta dos municípios.

Um dos principais investimentos ocorre por meio dos programas Conexões RS e Drenagem RS, coordenados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano. Juntas, as iniciativas receberam R$ 350 milhões para obras em cidades atingidas pelos eventos climáticos de 2023 e 2024.

O programa Conexões RS conta com orçamento de R$ 200 milhões para a construção de pontes, pontilhões, galerias e passagens molhadas em áreas afetadas. Já o Drenagem RS terá R$ 150 milhões destinados a obras de microdrenagem, como instalação de bueiros, bocas de lobo, galerias pluviais e sistemas de captação de água.

As duas iniciativas foram lançadas em setembro de 2025. Após a etapa de adesão e análise técnica dos projetos encaminhados pelos municípios, o governo publicou em 5 de março a lista das cidades aptas a participar da próxima fase, que prevê a formalização dos convênios e o início das obras.

Outra frente de atuação é o programa Rotas de Resiliência, que recebeu investimento de R$ 252,6 milhões para obras de pavimentação, recapeamento e duplicação de vias municipais, além da criação de conexões alternativas entre regiões.

Do total previsto, R$ 129 milhões serão destinados a 22 convênios firmados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano. Outros R$ 123,6 milhões serão aplicados em convênios a serem assinados pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem ainda no primeiro semestre deste ano.

O programa Horas-Máquina – Áreas Urbanas também integra as ações do Plano Rio Grande e vem sendo executado desde maio de 2024. Com investimento de R$ 200 milhões, a iniciativa permite a contratação de serviços voltados à recuperação de acessos, limpeza de áreas atingidas, terraplanagem e reestruturação de pontes e vias urbanas.

O programa inclui ainda serviços de movimentação de terra, recuperação de estradas e manutenção de pequenos trevos de ligação entre rodovias estaduais e vias municipais.

Além das obras de infraestrutura, o governo estadual passou a oferecer apoio técnico para revisão de planos diretores em cidades afetadas pelas enchentes de 2024. Com investimento de R$ 3,1 milhões do Fundo do Plano Rio Grande, a Universidade do Vale do Taquari foi contratada para assessorar os municípios de Arroio do Meio, Colinas, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Muçum e Roca Sales.

Entre os resultados já apresentados estão o Zoneamento de Risco e as Diretrizes Preliminares de Ocupação Prioritária. Os estudos indicam áreas para reassentamento da população atingida, mapeiam regiões suscetíveis a enchentes e deslizamentos e apontam locais adequados para expansão urbana.

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