Bolha de ar quente traz calor extremo e seca ao Brasil
Onda de calor extremo e baixa umidade agravam riscos agrícolas e ambientais
Foto: Pixabay
A bolha de ar quente ganha força sobre o Brasil nesta semana e pode elevar as temperaturas para até 44°C no Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Segundo dados divulgados pelo Meteored, o período mais quente deve ocorrer entre sexta-feira (14) e o fim de semana, com Mato Grosso, Goiás e Tocantins entre as áreas mais afetadas.
O calor intenso será acompanhado por umidade abaixo de 20% em parte do interior do país, aumentando a evaporação, o ressecamento da vegetação e o risco de queimadas. O cenário pode afetar lavouras, pastagens, rodovias e a qualidade do ar.
Nesta terça-feira (11), as máximas previstas chegam a 35°C em Cuiabá (MT) e 38°C em Palmas (TO). Segundo dados divulgados pelo Meteored, a baixa umidade também atua sobre Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, norte de Mato Grosso do Sul e Tocantins. Na quarta-feira (12), a presença de ar seco deve manter a nebulosidade reduzida e favorecer muitas horas de sol. A partir de quinta-feira (13), a tendência é de uma elevação mais acentuada das temperaturas.
O pico de calor deve ocorrer entre sexta-feira (14) e o fim de semana. As temperaturas podem variar entre 42°C e 44°C no Centro-Oeste, principalmente em Mato Grosso, Goiás e áreas próximas de Tocantins. Segundo dados divulgados pelo Meteored, os valores ainda podem sofrer ajustes locais, mas o calor acima de 40°C deve atingir parte do interior brasileiro.
O ressecamento da vegetação avança junto com o aumento das temperaturas. A umidade mínima pode ficar abaixo de 20% no norte de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, oeste de Goiás, centro-sul do Tocantins, sul do Pará e oeste da Bahia.
No Piauí, Maranhão, Minas Gerais e interior de São Paulo, várias áreas também podem registrar umidade inferior a 30% durante as tardes de quinta e sexta-feira. A combinação entre calor intenso e baixa umidade aumenta a evaporação, resseca a vegetação e eleva pontualmente o risco de queimadas.
No campo, o cenário pode trazer impactos para lavouras e pastagens, além de afetar a qualidade do ar e aumentar a atenção em áreas próximas a rodovias e regiões de vegetação seca. Até domingo (16), a bolha de ar quente deve permanecer sobre o Centro-Norte, sem mudança abrangente nas temperaturas. Mato Grosso, Goiás e Tocantins continuam no núcleo mais intenso do calor. No oeste de São Paulo, as máximas podem chegar a 36°C ou 37°C.
Segundo dados divulgados pelo Meteored, a principal característica do período será a persistência das temperaturas elevadas, mesmo com o risco de queimadas concentrado pontualmente em áreas de baixa umidade.
No Sudeste, a mudança ocorre de forma gradual. São Paulo começa a semana ainda sob influência do ar frio, mas as temperaturas devem superar 30°C em grande parte do estado na quinta-feira (13).
Na sexta-feira (14) e no domingo (16), o oeste e o noroeste paulista podem registrar máximas entre 36°C e 37°C, acompanhadas de umidade entre 14% e 20%. Rio de Janeiro, Espírito Santo e o leste de Minas Gerais devem registrar temperaturas menores devido à influência marítima.
Na Região Norte, as temperaturas mais elevadas devem se concentrar no sul e leste do Pará e em Tocantins. Já o oeste do Amazonas permanece com maior nebulosidade, pancadas de chuva e máximas mais moderadas.
No Nordeste, Piauí, sul do Maranhão e oeste da Bahia continuam entre as áreas mais quentes e secas. No litoral, a influência oceânica favorece chuvas localizadas e reduz o calor entre Bahia, Sergipe, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O Sul permanece fora do núcleo mais intenso da bolha de ar quente, com previsão de chuva e temperaturas menores no início da semana.