Banco vê risco geopolítico elevado
No Brasil, os dados de atividade de fevereiro vieram abaixo das expectativas
No Brasil, os dados de atividade de fevereiro vieram abaixo das expectativas - Foto: Pixabay
O cenário econômico global segue marcado por incertezas geopolíticas, dúvidas sobre juros nos Estados Unidos e pressão sobre moedas emergentes. De acordo com análise do Rabobank, a prorrogação indefinida do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã não eliminou os riscos, já que o Estreito de Ormuz permanece fechado e uma nova tentativa de acordo entre os dois países fracassou.
Nos Estados Unidos, a sabatina de Kevin Warsh para o Federal Reserve ganhou tom político. Ele defendeu a independência do banco central americano, negou acordo prévio de cortes de juros com Donald Trump e reforçou que os juros, mais do que o balanço da instituição, devem seguir como principal instrumento de política monetária. O Rabobank projeta manutenção da taxa Fed Funds entre 3,50% e 3,75% na reunião do FOMC de abril.
No Brasil, os dados de atividade de fevereiro vieram abaixo das expectativas, enquanto persistem incertezas tarifárias e fiscais em ano eleitoral. O dólar encerrou a semana anterior cotado a R$ 4,9813, com depreciação semanal de 0,80% do real frente à moeda americana, ainda assim o quinto melhor desempenho entre 24 moedas emergentes. Para o fim de 2026, o Rabobank mantém estimativa de dólar a R$ 5,55, diante da expectativa de menor diferencial entre juros locais e externos e possível recuperação global da moeda americana.
Nas contas externas, a conta corrente registrou déficit de US$ 6 bilhões em fevereiro, levando o saldo em 12 meses a US$ 64,3 bilhões, ou 2,7% do PIB. Já o Investimento Estrangeiro Direto seguiu em alta, com entrada líquida de US$ 6 bilhões em março e US$ 75,7 bilhões em 12 meses, equivalente a 3,2% do PIB. A semana ainda terá decisão do Copom, IPCA-15, IGP-M, Caged e dados fiscais.