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Clima seco pode reduzir estimativas do milho

Semana curta eleva volatilidade no milho


Foto: Pixabay

De acordo com a análise “Direto do Campo”, da Grainsights, produzida pela Grão Direto nesta segunda-feira (27), o comportamento do mercado de milho deve seguir condicionado principalmente às condições climáticas nas regiões produtoras. “A principal variável para o mercado de milho continuará sendo o clima no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil”, aponta o relatório.

Segundo a análise, a persistência de tempo seco em estados como Goiás e Mato Grosso tende a agravar o déficit hídrico do milho safrinha tardio. “A ausência de precipitações significativas nos próximos sete dias poderá levar consultorias a revisarem para baixo suas estimativas de produção nacional, que hoje se encontram em patamares recordes”, destaca.

No campo logístico, o indicador de inflação também entra no radar dos agentes de mercado. “A divulgação do IGP-M de abril desta semana fornecerá uma leitura importante sobre a inflação de custos no atacado, influenciando as negociações de fretes e insumos para as próximas semanas”, informa a análise.

De acordo com o documento, o milho apresenta sensibilidade elevada aos custos de transporte, e “qualquer sinal de pressão inflacionária nos combustíveis será rapidamente repassado para as cotações nas praças consumidoras do Sul e Nordeste”.

A agenda da semana também inclui a realização da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), considerada um termômetro do mercado físico. “O ‘sentimento’ do mercado físico e as intenções de plantio para o próximo ciclo começam a ser aferidos de forma mais concreta”, aponta o relatório.

Segundo a análise, o evento costuma concentrar anúncios de crédito e tecnologia, influenciando a liquidez. “Produtores realizam vendas para financiar a compra de maquinário ou sementes”, afirma, acrescentando que “o produtor deve estar atento às oportunidades de barter que costumam surgir nestes eventos, avaliando se a relação de troca entre o milho e os insumos está favorável”.

No cenário macroeconômico, o fechamento de abril ocorre em meio à pressão inflacionária e à expectativa de estímulos à atividade. “O possível corte na Taxa de Juros desta semana busca alavancar estímulos mesmo num cenário de combustíveis em alta”, destaca.

O relatório também chama atenção para o impacto do feriado do Dia do Trabalhador sobre a dinâmica de negócios. “A semana será mais curta, com o feriado do dia primeiro de maio esfriando o mercado na sexta-feira, concentrando volume e volatilidade até quinta-feira”, afirma. Segundo a Grão Direto, o ambiente pode favorecer negociações mais ágeis, com acompanhamento de cotações em tempo real.

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