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Exportações de trigo praticamente zeram no Paraná

Estado destina quase todo trigo ao mercado interno


Foto: Canva

O Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, informou em Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (23) que o Paraná voltou a direcionar praticamente toda a produção de trigo ao mercado interno na última safra. Em 2025, os triticultores do estado colheram 2,87 milhões de toneladas, das quais apenas 4 toneladas foram exportadas, com destino ao Equador em dezembro. Desde então, não houve novos registros de embarques, e a expectativa é de ausência de volumes relevantes até o início da próxima colheita, em agosto.

O levantamento aponta que o primeiro trimestre costuma concentrar os embarques do cereal, o que reforça a tendência de manutenção da produção no mercado doméstico neste período. O cenário atual contrasta com o intervalo entre 2022 e 2024, quando as exportações superaram 800 mil toneladas, e também com os anos de 2017 a 2021, quando não chegaram a 10 mil toneladas.

Segundo o boletim, a variação no volume exportado ao longo dos anos esteve associada principalmente à qualidade do produto e aos preços. Entre 2022 e 2024, o trigo paranaense apresentou características abaixo das exigidas pelos moinhos nacionais, o que, combinado a preços mais atrativos no mercado internacional, favoreceu as exportações. Já entre 2017 e 2021, safras menores, com maior proporção de trigo de qualidade superior e preços inferiores aos observados após a guerra na Ucrânia, resultaram em maior absorção pelo mercado interno.

Para a safra de 2026, a tendência é de continuidade desse cenário, com a produção sendo direcionada ao consumo doméstico, em função da menor área plantada no estado. O boletim indica que apenas uma eventual perda de qualidade, provocada por geadas ou chuvas durante a colheita, poderia estimular exportações mais relevantes.

Ainda de acordo com o Deral, a demanda crescente por trigo para processamento industrial, especialmente no Paraná, deve contribuir para que a produção local seja novamente absorvida pelo mercado interno.

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