Especialista alerta: drone moderno não resolve tudo
“A tecnologia embarcada de um drone garante a precisão da rota"
“A tecnologia embarcada de um drone garante a precisão da rota" - Foto: Anderson Wolf
O uso de Drones na pulverização agrícola exige atenção à qualidade da calda para que a precisão dos equipamentos se converta em eficiência no campo. Em artigo, André Pazinato, gerente de tecnologia de aplicação e adjuvantes da Fortgreen, aponta que falhas no preparo da mistura podem comprometer o resultado da operação.
Embora os drones permitam programar rota, altura de voo e taxa de aplicação, esses recursos não corrigem incompatibilidades entre produtos ou erros na ordem de adição ao tanque. O preparo inadequado também pode gerar uma aplicação desuniforme, com diferenças na concentração dos componentes ao longo do trabalho.
“A tecnologia embarcada de um drone garante a precisão da rota, a altura de voo ideal e a taxa de aplicação programada. Mas nenhum sistema de última geração é capaz de corrigir os problemas de uma calda mal formulada. Se o produto apresenta incompatibilidade de calda, se não colocar na ordem correta, se a deriva não é controlada, a melhor máquina do mundo entregará um resultado abaixo do esperado”, comenta.
O pH e a dureza da água, a interação entre os produtos e o tamanho das gotas estão entre os fatores que exigem atenção. O espalhamento e a retenção nas folhas também influenciam o aproveitamento de defensivos e nutrientes. Perdas por evaporação, escorrimento ou deriva podem elevar o desperdício e reduzir a eficácia.
Para Pazinato, o conhecimento sobre adjuvantes e tecnologia de aplicação deve acompanhar o investimento em máquinas. A avaliação é que a eficiência depende de combinar os recursos do equipamento com o preparo adequado da calda.
“Investir em conhecimento é tão importante quanto investir em tecnologia e inovação. No fim do dia, o produtor rural não busca só a tecnologia vistosa, ele busca rentabilidade e eficiência real de ponta a ponta. E a tecnologia de aplicação, quando bem-feita, é o que transforma o investimento em produtividade concreta”, conclui.