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Mudança do clima também foi tema da Feira Brasil na Mesa

Embrapa debate avanços no enfrentamento à crise climática e agricultura resiliente


Foto: Freepik

O painel "Resiliência climática" fechou a programação da manhã de 24 de abril no auditório Pequi, como parte das discussões realizadas na Feira Brasil na Mesa. Foi mediado pelo chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Walkymário de Paulo Lemos. Os painelistas foram os chefes da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Ricardo Alamino, da Embrapa Instrumentação, José Manoel Marconcini, da Embrapa Semiárido, Lúcia Helena Piedade Kiil, e da Embrapa Soja, Carina Gomes (chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia).

Ricardo Alamino ressaltou a importância da conservação e caracterização dos materiais presentes nos bancos genéticos para antecipar respostas a cenários adversos. Segundo ele, a Empresa avança ao conciliar conhecimento científico e tradicional, adotando a lógica de “fazer com” e não mais de “fazer para”, fortalecendo a atuação em parceria com as comunidades detentoras desses saberes. Alamino destacou a importância de intensificar o trabalho de caracterização dos materiais preservados no Banco Genético por serem grandes ativos no desenvolvimento de novas soluções para o enfrentamento à crise climática. 

Na avaliação do chefe-geral da Embrapa Instrumentação, José Manoel Marconcini, os eventos climáticos extremos dos últimos anos impõem grandes desafios aos sistemas de monitoramento, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que trabalha com séries históricas. Cabe à Embrapa produzir estudos e testar em campo para criar e aprimorar as soluções com foco na resiliência de espécies, culturas e variedades frente aos eventos extremos. 

Em boa parte do Nordeste, o avanço da aridez já é realidade. A chefe-geral da Embrapa Semiárido, Lúcia Kiill, lembrou que regiões antes classificadas como semiáridas na região já se tornaram áridas, reforçando a urgência das ações. Entre as linhas de pesquisa da Unidade, ela citou as dedicadas aos dois principais recursos naturais essenciais para a agropecuária: água e solo.

Soluções para o melhor aproveitamento da água, como reuso, dessalinização, captação de chuvas e cisternas precisam ser pensadas de forma integrada e vinculadas a políticas públicas, destacou. A gestora citou ainda o melhoramento genético animal e vegetal e a identificação de espécies mais resistentes ao estresse hídrico.

A chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Soja, Carina Comes, destacou o papel estratégico da cadeia produtiva da soja, responsável por 7% do PIB agropecuário brasileiro. Ela apresentou o programa Soja Baixo Carbono, de adesão voluntária, que busca orientar produtores na adoção de práticas sustentáveis, partindo de um diagnóstico que indica aspectos a serem aprimorados. O objetivo é obter uma certificação confiável, transparente e alinhada às exigências do mercado e da sociedade. Carina reforçou ainda a importância de as soluções estarem vinculadas a políticas públicas para atingirem a escala do território nacional. 

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