Mercados agrícolas seguem pressionados por tensão global
Na Bolsa de Chicago, a soja recua
Na Bolsa de Chicago, a soja recua - Foto: Divulgação
Os mercados agrícolas operam em uma tarde marcada pela combinação de tensão geopolítica, ajustes nas bolsas internacionais e atenção crescente ao clima no Brasil. Segundo a Agrinvest, os preços nesta quinta-feira refletem a cautela dos investidores diante das tensões no Oriente Médio, do comportamento do petróleo e dos impactos sobre câmbio, grãos e derivados.
No ambiente macroeconômico, o petróleo Brent segue acima de US$ 100, sustentado pelos riscos envolvendo o Estreito de Ormuz. O cenário mantém os mercados em alerta, enquanto as bolsas nos Estados Unidos e no Brasil operam em leve queda. Declarações de Trump também contribuem para elevar a tensão geopolítica. No câmbio, o dólar registra alta de 0,20%, cotado a R$ 4,97.
Na Bolsa de Chicago, a soja recua em meio a negócios envolvendo barcos argentinos CFR China, o que reduz as chances de novas compras chinesas nos Estados Unidos. O movimento pressiona as cotações do grão, enquanto o trigo lidera os ganhos. A alta do cereal é impulsionada pelo avanço do petróleo, pela seca nos Estados Unidos e pela licitação saudita de 710 mil toneladas. O milho, por sua vez, opera estável, buscando sustentação na valorização do trigo. Na CBOT, a soja cai 4 pontos, o óleo sobe 0,05, o milho avança 2 pontos, o farelo ganha 0,60 e o trigo sobe 13,50 pontos.
No mercado brasileiro, o milho passa por correção na B3, mas as preocupações climáticas com a safrinha 2026 seguem no radar. A cultura está em uma janela considerada crítica para definição de produtividade, em meio a um bloqueio atmosférico que gera calor e seca no Centro-Oeste e no Sudeste. O contrato de maio de 2025 do milho na B3 recua 0,96%, a R$ 67,99 por saca.
No clima, as chuvas seguem concentradas nas extremidades do país, com baixa probabilidade de precipitação no Cerrado. Nos próximos dias, a maior chance de chuva fica no Sul, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e no extremo Norte, em áreas do Pará, Tocantins, Maranhão e Piauí. O interior permanece seco, mantendo a preocupação com a safrinha.