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Analistas veem suporte para soja e milho na semana

No milho, o suporte veio de uma combinação entre clima e energia


No milho, o suporte veio de uma combinação entre clima e energia No milho, o suporte veio de uma combinação entre clima e energia - Foto: Pixabay

Os mercados de soja e milho encerraram a semana com viés positivo, sustentados por fatores ligados à energia, aos biocombustíveis e ao acompanhamento das condições climáticas nas áreas produtoras dos Estados Unidos. Segundo a StoneX, a soja encontrou suporte principalmente no desempenho do óleo de soja, enquanto o milho acompanhou o movimento altista do complexo de grãos na CBOT.

No caso da soja, o avanço foi mais associado ao óleo vegetal do que a fundamentos específicos do grão. O ambiente geopolítico segue pressionando o mercado de energia, o que melhora a competitividade dos biocombustíveis e dá sustentação às margens de esmagamento nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o aumento dos mandatos de biocombustíveis reforça a demanda doméstica por óleo de soja, em um cenário no qual o setor de esmagamento já opera em ritmo aquecido.

Esse conjunto de fatores eleva a atenção sobre um possível aperto no balanço de oferta e demanda mais à frente, embora os estoques ainda sejam considerados adequados no momento. No campo, o plantio da soja avança em bom ritmo, favorecido por condições climáticas amplamente satisfatórias, apesar de algumas áreas ainda exigirem monitoramento hídrico. O mercado também acompanha a possibilidade de ajustes futuros nos balanços oficiais.

No milho, o suporte veio de uma combinação entre clima e energia. As preocupações climáticas nos Estados Unidos continuam no centro das atenções, principalmente diante de sinais de irregularidade hídrica em partes do Meio-Oeste. Esse quadro mantém o prêmio de risco nos preços, mesmo com o avanço acelerado do plantio e a melhora recente nas condições de seca em áreas de produção.

O petróleo mais firme também contribuiu para sustentar margens atrativas na produção de etanol, mantendo resiliente a demanda pelo cereal. A produção segue elevada, refletindo a boa rentabilidade do setor, ainda que não haja sinais claros de expansão estrutural da capacidade. Para maio, a expectativa é de maior volatilidade, com as primeiras projeções do USDA para a próxima safra e atenção concentrada no clima.
 

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