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Clima e energia pressionam grãos

Na soja, julho de 2026 recuava para US$ 1.186,50 em Chicago


Na soja, julho de 2026 recuava para US$ 1.186,50 em Chicago Na soja, julho de 2026 recuava para US$ 1.186,50 em Chicago - Foto: Nadia Borges

Os mercados agrícolas iniciam o dia pressionados por fatores externos, clima e incertezas sobre a demanda internacional, em um ambiente de maior cautela entre os operadores. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura dos mercados desta terça-feira, 26 de maio, trigo, soja e milho registravam baixas em Chicago, enquanto indicadores como petróleo, dólar e condições climáticas nos Estados Unidos ajudavam a orientar os negócios.

No trigo, os contratos em Chicago operavam em queda, com julho de 2026 a US$ 637,00, baixa de 9,25 pontos, dezembro a US$ 670,50 e maio de 2027 a US$ 695,25. No físico, o Paraná indicava R$ 1.354,44 por tonelada, leve recuo diário de 0,12%, enquanto o Rio Grande do Sul apresentava alta de 0,87%, a R$ 1.325,96. O mercado acompanha o início da colheita de inverno nos estados do sul dos Estados Unidos, que pode ser afetada por chuvas fortes nas próximas jornadas. Também seguem no radar a falta de confirmação chinesa sobre compras de grãos americanos e a possibilidade de a Turquia restringir importações a partir de 1º de julho para estimular as vendas internas.

Na soja, julho de 2026 recuava para US$ 1.186,50 em Chicago. No Paraná, a oleaginosa era indicada a R$ 123,51 no interior e R$ 129,91 em Paranaguá. A volatilidade segue ligada à geopolítica, ao clima e ao mercado de energia. O petróleo chegou a cair quase 7%, perto de US$ 89 por barril em Nova York, diante de expectativas de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã, mas recuperou parte das perdas para cerca de US$ 91 com a retomada das tensões.

O milho também abriu em baixa, com julho de 2026 a US$ 457,25 em Chicago. Na B3, julho recuava 0,75%, a R$ 66,52, e o físico era cotado a R$ 65,39. A queda do petróleo pesou sobre os preços, enquanto o setor aguarda a tramitação do projeto que permitiria vendas de E-15 durante todo o ano nos Estados Unidos. A previsão de poucas chuvas pode favorecer a conclusão da safra, mas ampliar o déficit hídrico nas Grandes Planícies Centrais.
 

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