Materiais tem ganhado espaço - Foto: Divulgação
A busca por maior estabilidade produtiva e previsibilidade no campo vem impulsionando o avanço dos híbridos de braquiária no mercado brasileiro de forrageiras. Em um cenário de ajustes na produção de sementes tropicais, esses materiais têm ganhado espaço por apresentar maior consistência de desempenho em diferentes condições de manejo e ambiente.
Dados do SIGEF, no Módulo de Controle da Produção de Sementes e Mudas do Ministério da Agricultura e Pecuária, referentes à safra 2025/2026, indicam maior estabilidade entre os híbridos. Enquanto o mercado total registrou retração nas áreas inscritas, os materiais híbridos tiveram redução proporcionalmente menor.
Nesse contexto, o Mavuno, híbrido da Wolf Seeds, ampliou sua presença no mercado. A cultivar passou de 1.796 hectares para 2.067 hectares de área de produção, crescimento de 15% em relação à safra anterior. O levantamento também aponta que o material tem atualmente a maior área inscrita entre os híbridos nesta safra.
Segundo Alexander Wolf, CEO da Wolf Seeds, o desempenho reflete uma mudança gradual no perfil de escolha do produtor rural, que tem buscado materiais com maior previsibilidade, segurança produtiva e menor oscilação de resultados ao longo das safras.
Os dados também mostram retração em parte das braquiárias convencionais. A B. ruziziensis, por exemplo, teve queda de 59% nas áreas inscritas na comparação entre as safras 2024/2025 e 2025/2026. “O mercado está amadurecendo. Hoje existe uma preocupação muito maior com estabilidade, eficiência, adaptação e capacidade de entrega do material ao longo das safras. Esse movimento favorece materiais mais consistentes tecnicamente, com maior previsibilidade produtiva e melhor capacidade de adaptação aos desafios atuais da pecuária”, conclui.