Carinata avança no RS, mas excesso de umidade preocupa
Chuva e baixa radiação afetam desenvolvimento
Foto: Elicit Plant/Divulgação
As lavouras de carinata no Rio Grande do Sul avançam principalmente pelo enchimento de grãos, com 77% das áreas nessa fase. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural de quinta-feira (24), outras 15% das lavouras estão em maturação e 7% em floração, enquanto a colheita ainda é incipiente.
Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a evolução do ciclo ocorre de forma relativamente uniforme nas principais regiões produtoras. Nas áreas com maior umidade e menor disponibilidade de radiação solar, porém, foram observados impactos no desenvolvimento das plantas. Nas demais áreas, a evolução é considerada satisfatória, com manutenção do potencial produtivo e avanço na formação e expansão das síliquas, inclusive nas partes superiores das plantas.
A área estimada de plantio da carinata no estado é de 2.365 hectares, segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar. A maior parte das lavouras está em enchimento de grãos, enquanto uma parcela menor já alcança a maturação. A colheita ainda está no início. O comportamento das lavouras varia conforme as condições de umidade e disponibilidade de radiação solar observadas em cada região.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, cerca de 80% da área está em granação, 12% em floração e 8% em maturação. Em Pelotas, 15% das lavouras estão em florescimento e 85% em enchimento de grãos. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a sequência de dias nublados, elevada umidade e chuvas frequentes vem afetando o desenvolvimento das plantas. Na região de Santa Rosa, a cultura está encerrando a floração e avançando para o enchimento de grãos.
Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, em Santa Rosa foi observado rápido desenvolvimento das síliquas na parte apical das plantas. Esse avanço foi favorecido pela maior insolação registrada antes da instabilidade ocorrida no fim da semana.
A expectativa de produtividade está próxima de 1.800 kg/ha. Até o momento, não foram registradas intercorrências significativas, além dos possíveis efeitos da geada, que aparentemente não provocou danos severos. Nas principais regiões produtoras, a cultura mantém evolução relativamente uniforme e potencial produtivo, apesar dos impactos observados nas áreas com maior umidade e menor disponibilidade de radiação solar.