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Mercado de citros tem baixa demanda

Pragas e clima afetam citricultura


Foto: Seane Lennon

A colheita de citros avança em regiões do Rio Grande do Sul, com variações na produtividade, incidência de pragas e oscilação nos preços, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Caxias do Sul, em Cotiporã, segue a colheita de cultivares precoces, como Satsuma e Harmonia, sendo que esta última apresenta frutos sem tamanho adequado devido à falta de chuvas no período de crescimento. Em Veranópolis, os pomares apresentam condições adequadas, mas há registros de pragas, como ácaros, tripes, pulgões, cochonilhas e larva-minadora. A bergamota Caí apresenta calibre abaixo do esperado, enquanto produtores realizam tratamentos fitossanitários e adubação. A comercialização da bergamota Montenegrina ocorreu por curto período, a R$ 0,55/kg, e atualmente não há compradores. A laranja de umbigo Bahia está em colheita, assim como variedades destinadas ao suco, como a Rubi, com preço médio de R$ 2,00/kg.

Na região de Erechim, algumas variedades de laranja iniciam o amadurecimento, com interesse de comercialização para cultivares como Salustiana, Iapar e Umbigo Navelina.

Na região de Lajeado, em Pareci Novo, o raleio das bergamoteiras foi concluído nas principais variedades comerciais, abrangendo 1.006 hectares, sendo 590 hectares de Montenegrina. Foram realizadas roçadas e manejo fitossanitário preventivo, com monitoramento de mosca-das-frutas, sem impacto significativo na produção. A colheita da Okitsu atinge 95% da área, com comercialização a R$ 30,00 por caixa de 25 kg. A colheita da bergamota Caí teve início, mas parte da produção ainda não atingiu o ponto ideal de maturação, sendo comercializada a R$ 60,00 por caixa de 25 kg. A lima ácida Tahiti é vendida a R$ 30,00 por caixa, com pressão sobre os preços devido à oferta de outras regiões.

Em São Sebastião do Caí, o raleio segue em variedades de ciclo médio e tardio, e alguns produtores evitam a venda de frutos verdes devido aos baixos preços. Em Bom Princípio, teve início a colheita da laranja do Céu, com preços entre R$ 25,00 e R$ 50,00 por caixa de 25 kg. As variedades precoces estão em maturação, com variações na produção devido a fatores de solo, clima e manejo. Há registros de queda prematura de frutos causada por mosca-das-frutas. A laranja de umbigo Bahia apresenta floração fora de época, associada à estiagem seguida de temperaturas elevadas. A colheita da lima ácida Tahiti segue retraída, com preços entre R$ 30,00 e R$ 35,00 por caixa. Em São José do Hortêncio, produtores comercializam bergamotinha verde a R$ 8,00 por caixa, embora parte opte pelo descarte devido ao baixo valor. A colheita da Okitsu atinge 50% da área, com preços entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por caixa, enquanto o limão Tahiti é vendido a R$ 40,00 por caixa.

No conjunto das regiões, há aumento de doenças como leprose e cancro-cítrico em pomares sem controle preventivo. Também são observados casos de floração fora de época e frutos fora de padrão, associados ao estresse hídrico. Na safra anterior, a variedade Ponkan deixou de ser colhida em algumas áreas devido a preços abaixo do custo operacional, levando produtores a avaliarem a substituição por outras culturas.

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