Tempo seco acelera safra de mandioca no RS
Colheita da mandioca ganha ritmo no Estado
Foto: Canva
A colheita da mandioca segue avançando em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, favorecida pelo período de tempo seco registrado nas últimas semanas. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, que aponta boa produtividade, intensificação da comercialização e estratégias adotadas pelos produtores para preservar a qualidade das raízes.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o município de Itaqui já colheu cerca de 50% dos 16 hectares cultivados. O tempo firme permitiu acelerar a retirada da mandioca de áreas planas, reduzindo riscos relacionados à possível atuação do fenômeno El Niño. As lavouras apresentam produtividade média de 18 toneladas por hectare, enquanto produtores que utilizam manejo mais tecnificado alcançam até 40 toneladas por hectare com a cultivar IPR Paraguainha.
Ainda na região, produtores relataram resultados positivos no uso de bioinsumos à base do fungo Trichoderma para o controle da doença conhecida como couro-de-sapo, registrada em áreas na safra anterior. A comercialização ocorre principalmente no mercado local, com preços de R$ 2,00 por quilo para supermercados e até R$ 4,00 por quilo na venda direta ao consumidor. A mandioca descascada está sendo comercializada a R$ 10,00 por quilo.
Na regional de Santa Rosa, os produtores aguardam a desfolha natural das plantas para iniciar o corte das ramas. Segundo o levantamento da Emater/RS-Ascar, a mandioca ainda apresenta boas condições de cozimento e qualidade. Nas propriedades voltadas ao autoconsumo, muitas famílias aceleraram a colheita e passaram a congelar as raízes para preservar textura e sabor. O produto congelado é vendido entre R$ 5,50 e R$ 10,00 por quilo.
Na região de Soledade, a colheita e a comercialização permanecem intensas. Também seguem os trabalhos de proteção das manivas para os próximos plantios. Uma agroindústria regional ampliou as atividades de descasque, armazenamento e congelamento da mandioca. Em Mato Leitão e Venâncio Aires, a caixa de 22 quilos segue cotada em R$ 30,00.
Na regional de Lajeado, em São José do Hortêncio, cerca de 80% da área cultivada já foi colhida. A expectativa é de encerramento dos trabalhos entre 30 e 45 dias. Na Ceasa de Porto Alegre, a caixa de 18 quilos é comercializada entre R$ 30,00 e R$ 40,00. Conforme o informativo, não houve registros de perdas significativas no último mês.
Já na regional de Erechim, a colheita ocorre com boa produtividade e qualidade das raízes. Os produtores também realizam a seleção de manivas mais maduras para armazenamento e utilização na próxima safra.