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Colheita de citros avança, mas vendas seguem lentas

Mercado lento impacta renda dos produtores de citros


Foto: Seane Lennon

A colheita das variedades precoces de citros avança no Rio Grande do Sul, mas a comercialização segue abaixo do esperado e preocupa os produtores. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar, que aponta um cenário de mercado com preços pressionados em diversas regiões produtoras do Estado.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar em Caxias do Sul, os pomares de Veranópolis e Cotiporã apresentam bom estado geral. Os produtores realizaram tratamentos fitossanitários para controle de pragas, como cochonilhas, além de adubações em cobertura. As plantas utilizadas para cobertura do solo, especialmente aveia e azevém, seguem em desenvolvimento. Apesar do avanço da colheita das variedades precoces, a comercialização é considerada baixa, fator que pode ampliar a pressão sobre os preços pagos aos citricultores. As bergamotas Caí e Ponkan estão sendo comercializadas a R$ 40,00 por caixa de 25 quilos. Entre as laranjas, as variedades precoces avançam para a fase de maturação. A laranja Bahia, a laranja do Céu e a variedade Rubi, destinada à produção de suco, já estão em colheita, mas enfrentam ritmo reduzido de vendas. Os preços pagos aos produtores são de R$ 1,25 por quilo para a laranja Bahia e a destinada ao suco, enquanto a laranja do Céu é comercializada a R$ 2,00 por quilo. Na Ceasa Serra, a laranja Bahia é vendida a R$ 3,39 por quilo, com tendência de queda nas últimas semanas. A bergamota Caí também registrou recuo, passando de R$ 2,55 para R$ 2,22 por quilo.

Na região de Erechim, a Emater/RS-Ascar informa que os preços seguem baixos para os produtores, girando em torno de R$ 0,60 por quilo.

Na região de Lajeado, o município de Arvorezinha, um dos principais polos produtores de laranja, registra valores diferenciados para a variedade Valência conforme o destino da produção. A laranja Bahia também está sendo comercializada no município. Em Montenegro, a colheita das bergamotas Caí e Ponkan está em andamento. Segundo a Emater/RS-Ascar, no início da safra parte dos frutos ainda apresentava coloração esverdeada, o que reduziu o volume comercializado e os preços pagos pelas caixas. As primeiras cargas foram negociadas por valores superiores aos atuais. A expectativa é de que a produtividade fique dentro da média considerada normal para a safra deste ano.

Em São José do Sul, a colheita da bergamota Caí atingiu 50% da área, mesmo percentual registrado para a Ponkan. Os produtores que dispõem de câmaras frias optam por armazenar parte da produção à espera de melhores preços. A colheita da laranja do Céu Gaúcha foi concluída. Em Maratá, a comercialização da bergamota Caí apresenta diferenças de preço de acordo com o destino da fruta, com valores menores para a indústria de suco e maiores para o mercado de consumo in natura. A laranja do Céu Gaúcha segue sendo destinada ao processamento industrial.

Em Tupandi, a suspensão temporária do recebimento de cargas pelas indústrias de suco preocupa os produtores locais. Conforme a Emater/RS-Ascar, quando as unidades retomarem as compras, a expectativa é de que o valor fique próximo de R$ 10,00 por caixa de 25 quilos, considerado baixo pelos agricultores. As variedades Seleta e Bahia são comercializadas a R$ 35,00 por caixa de 25 quilos, mas o fluxo de vendas permanece reduzido. Já a produção de limão está sendo direcionada para a indústria de suco.

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