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Geadas causam danos pontuais em lavouras de milho

Frio prolonga ciclo em parte das regiões gaúchas


Foto: Pixabay

No Rio Grande do Sul, a colheita do milho avançou pouco na última semana e permanece em 96% da área cultivada, repetindo o índice registrado anteriormente. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. Restam principalmente áreas de safrinha e lavouras implantadas nos períodos mais tardios do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que se encontram em fase de maturação.

Segundo a Emater/RS-Ascar, uma parcela reduzida dessas áreas ainda está em enchimento de grãos e permanece suscetível aos efeitos das baixas temperaturas registradas em maio. A entidade destaca que as geadas provocaram danos limitados, principalmente em pendões e no ritmo de desenvolvimento das plantas, com maior impacto em áreas de baixada e em cultivos tardios conduzidos com híbridos de ciclo mais longo. Em algumas propriedades, as lavouras mais afetadas foram destinadas à produção de silagem.

A Emater/RS-Ascar informa que as lavouras em fase final de ciclo seguem apresentando potencial produtivo satisfatório. No entanto, a combinação de elevada umidade relativa do ar nas primeiras horas do dia, ocorrência frequente de cerração e temperaturas amenas favoreceu o avanço de doenças foliares, como cercosporiose e o complexo de enfezamentos.

Paralelamente à conclusão da safra, os produtores já iniciaram o planejamento do próximo ciclo produtivo. Conforme a Emater/RS-Ascar, estão em andamento ações voltadas à implantação de plantas de cobertura e adubação verde, além da avaliação dos custos de produção, especialmente relacionados aos fertilizantes.

Na região administrativa de Bagé, a colheita atingiu 90% da área cultivada. Ainda restam cerca de 6 mil hectares por colher, compostos por lavouras em diferentes estágios de maturação. A Emater/RS-Ascar relata que as geadas registradas em maio provocaram impactos pontuais em híbridos tardios que ainda estavam em enchimento de grãos, principalmente em áreas de baixada. Em São Borja, produtores já iniciaram a semeadura de plantas de cobertura para a próxima safra, utilizando misturas de espécies ou apenas nabo forrageiro, opção considerada mais acessível em termos de custo.

Na região de Ijuí, a colheita está em fase de encerramento. A produtividade média está próxima de 9.200 quilos por hectare, enquanto as lavouras de safrinha avançam para o final da maturação e devem ser colhidas nos próximos dias.

Em Pelotas, a colheita alcançou 71% dos 39 mil hectares cultivados. Outros 25% das lavouras estão em maturação e 4% seguem em enchimento de grãos. Os produtores relatam aumento nos prejuízos causados por javalis e caturritas, que vêm afetando parte das áreas cultivadas.

Na região de Santa Rosa, 97% da área já foi colhida. Ainda permanecem 2% das lavouras em maturação e 1% em enchimento de grãos. A Emater/RS-Ascar observa que as áreas remanescentes apresentam desenvolvimento satisfatório, embora as condições climáticas recentes estejam favorecendo a incidência de cercosporiose e do complexo de enfezamentos.

Em Soledade, a colheita alcançou 85% da área cultivada. Ainda há 7% das lavouras em enchimento de grãos, 5% em maturação fisiológica e 3% maduras. Conforme a Emater/RS-Ascar, o frio não causou prejuízos expressivos no Baixo Vale do Rio Pardo, mas contribuiu para prolongar o ciclo da cultura devido à redução da radiação solar e das temperaturas. Nas áreas mais elevadas da região, porém, foram registrados danos pontuais provocados por geadas, incluindo casos de requeima de pendões.

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