RS projeta redução expressiva no cultivo de cevada
El Niño pressiona cultivo de cevada no Rio Grande do Sul
Foto: Canva
A cultura da cevada deve registrar uma redução superior a 30% na área cultivada no Rio Grande do Sul na safra 2026. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (28), que atribui a retração principalmente ao aumento da percepção de risco climático associado à possível atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera.
Segundo a entidade, a diminuição da área ocorre mesmo com a manutenção da oferta de contratos vinculados à indústria cervejeira, tradicional destino da produção gaúcha. A expectativa é de que parte dos produtores opte por reduzir investimentos na cultura diante das incertezas climáticas para o próximo ciclo.
Apesar da perspectiva de retração no plantio, as áreas já implantadas apresentam bom desempenho. Conforme o levantamento da Emater/RS-Ascar, o estabelecimento inicial das lavouras e o desenvolvimento vegetativo ocorrem dentro da normalidade, sem registros de problemas significativos até o momento.
A área total destinada à cultura em 2026 ainda está em fase de levantamento. Na safra de 2025, o Rio Grande do Sul cultivou 32.010 hectares de cevada, alcançando produtividade média de 3.622 quilos por hectare.
No mercado, o produto destinado à indústria de malte apresentou preço médio de R$ 80 por saca de 60 quilos na região de Erechim, de acordo com os dados de comercialização acompanhados pela Emater/RS-Ascar.
A combinação entre cautela dos produtores e incertezas climáticas deve seguir influenciando as decisões de plantio nas próximas semanas, enquanto o setor aguarda a consolidação das estimativas para a safra 2026.