CI

Umidade prejudica qualidade dos citros gaúchos

Mercado limita vendas de bergamota e laranja


Foto: Seane Lennon

A colheita de laranjas e bergamotas segue em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com pomares apresentando, em geral, bom estado fitossanitário e produtividade dentro das expectativas. Apesar disso, a comercialização enfrenta dificuldades em algumas áreas, enquanto o excesso de umidade e a baixa insolação têm afetado a qualidade dos frutos. As informações constam no Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a Emater/RS-Ascar informa que os pomares de laranja e bergamota apresentam condições sanitárias e produtividade adequadas. Os produtores mantiveram aplicações de produtos à base de Cobre para controle do cancro-cítrico, além do uso de iscas tóxicas nas bordas dos pomares e da retirada dos frutos caídos como medidas preventivas. Também foram realizadas adubações de cobertura, enquanto as plantas de cobertura do solo, compostas por aveia e azevém, apresentam bom desenvolvimento.

A colheita das variedades precoces continua tanto para consumo in natura quanto para processamento industrial, incluindo a cultivar Rubi e a Laranja do Céu. Já a laranja de umbigo Monte Parnaso está em fase de maturação, mas encontra dificuldades de comercialização. Segundo a Emater/RS-Ascar, a laranja de umbigo é negociada entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por quilo, a laranja para suco a R$ 1,25 por quilo, a Laranja do Céu a R$ 1,50 por quilo e a bergamota Ponkan entre R$ 1,25 e R$ 1,50 por quilo.

Na região de Erechim, está em andamento a colheita das cultivares Salustiana, Iapar e Umbigo Navelina. De acordo com a Emater/RS-Ascar, os preços pagos aos produtores permanecem baixos, em torno de R$ 0,40 por quilo. A expectativa é de que a colheita da laranja Valência, destinada principalmente ao processamento industrial, comece no fim de julho.

Na região de Lajeado, os agricultores de Montenegro finalizam a colheita da bergamota Caí e iniciam a da variedade Pareci. A Emater/RS-Ascar relata que a procura pela fruta está abaixo do esperado, reduzindo os preços pagos ao produtor. Ainda assim, o volume produzido está dentro do previsto para uma safra considerada normal, enquanto os pomares mantêm boas condições sanitárias. As cultivares Montenegrina e Murcott apresentam frutos com qualidade e potencial produtivo satisfatórios.

Em Maratá, a colheita da bergamota Caí alcança 90% da produção. As frutas destinadas à indústria de suco são comercializadas por R$ 7,50 a caixa de 25 quilos, enquanto aquelas voltadas ao consumo in natura variam entre R$ 13,00 e R$ 18,00 por caixa. A bergamota Ponkan já teve 60% da produção colhida, sendo vendida a R$ 22,00 por caixa. A Laranja do Céu gaúcha atinge 70% da colheita, com preço de R$ 7,00 por caixa destinada à indústria, enquanto a laranja Bahia de umbigo alcança 40% da colheita e é comercializada por R$ 25,00 a caixa de 25 quilos.

Na região de Passo Fundo, os pomares de laranja estão na fase final de formação dos frutos e início da maturação das variedades precoces. Conforme a Emater/RS-Ascar, a expectativa é de produção inferior à registrada na safra passada. Mesmo assim, os pomares apresentam boa sanidade e baixa incidência de pragas. Os produtores mantêm o monitoramento constante da mosca-das-frutas, ácaros e cochonilhas, utilizando inseticidas, acaricidas e caldas fitossanitárias para preservar a qualidade da produção.

As adubações com nitrogênio e potássio também continuam para atender às necessidades nutricionais das plantas visando à próxima safra. A laranja de umbigo destinada ao mercado de mesa é vendida por cerca de R$ 1,00 por quilo, enquanto a cultivar Rubi, voltada para a indústria, é comercializada por aproximadamente R$ 0,50 por quilo. Os pomares mais novos seguem em desenvolvimento vegetativo, sem registro de problemas.

Na região de Pelotas, a colheita da bergamota Ponkan continua com boa produtividade e frutos de qualidade. A colheita da laranja de umbigo está em fase final, e os preços das duas frutas variam entre R$ 2,00 e R$ 2,50 por quilo.

Em São Vicente do Sul, na região de Santa Maria, a maioria dos pomares encontra-se entre a maturação dos frutos e a comercialização. A Emater/RS-Ascar registra apenas ocorrências pontuais de cancro-cítrico, pulgões e larva-minadora, principalmente em pomares domésticos.

Na região de Soledade, diferentes cultivares de bergamota seguem em colheita, com destaque para a Ponkan, além das variedades Caí, Pareci e Comum. A laranja de umbigo precoce entrou na fase final de maturação e já começou a ser colhida. As cultivares Rubi e Salustiana, destinadas à indústria, também iniciaram a colheita e apresentam grau Brix adequado para processamento.

Entretanto, a Emater/RS-Ascar destaca que as chuvas frequentes, a elevada umidade e a baixa incidência de sol têm comprometido a qualidade dos frutos, principalmente em relação ao sabor e à coloração. Nessas regiões, a bergamota e a laranja de umbigo são comercializadas por cerca de R$ 1,50 por quilo, enquanto a laranja destinada à indústria é negociada em torno de R$ 1,20 por quilo.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7