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Chuvas limitam ritmo da colheita de milho

Colheita de milho chega a 92% no estado


Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (30), a colheita de milho no Rio Grande do Sul avançou apenas 1 ponto percentual na última semana, atingindo 92% da área cultivada, impactada pelas chuvas e pela priorização de outras atividades no campo. As lavouras remanescentes estão distribuídas entre maturação, enchimento de grãos e florescimento, concentradas em cultivos tardios e de safrinha, com produtividade próxima ao esperado na maior parte das áreas.

Segundo a Emater/RS-Ascar, as precipitações regulares e a elevada umidade do solo desde meados de março favoreceram o desenvolvimento das lavouras em estádios reprodutivos, permitindo recuperação parcial do potencial produtivo em áreas afetadas por déficit hídrico anteriormente. As áreas de safrinha apresentam bom potencial, mas seguem expostas a riscos como queda de temperatura e possibilidade de geadas, que podem comprometer o ciclo. A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta área cultivada de 803.019 hectares e produtividade média estadual de 7.424 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, a colheita alcança 83% da área, com lavouras ainda em maturação e enchimento de grãos, incluindo cultivos tardios e de safrinha. Em Manoel Viana, essas áreas apresentam bom desenvolvimento, com manejo eficiente e condições hídricas favoráveis, mantendo potencial produtivo elevado. Na regional de Caxias do Sul, a colheita atinge cerca de 80% da área, com produtividade média próxima de 7.700 kg por hectare, resultado levemente inferior à expectativa inicial, segundo a Emater/RS-Ascar.

Em Erechim, 95% da área já foi colhida, com produtividade média estimada em 8.800 kg por hectare, embora haja registro de perdas de até 25% em alguns municípios da região. Na regional de Pelotas, a colheita chega a 50% da área, com lavouras ainda em enchimento de grãos, floração e maturação. A produtividade média está próxima de 4.800 kg por hectare, favorecida pela umidade do solo nas últimas semanas. Em Santa Maria, a colheita supera 70%, com parte das lavouras ainda em maturação e enchimento de grãos. Apesar do potencial produtivo elevado, foram registradas perdas superiores a 40% em algumas localidades devido à restrição hídrica em fases críticas, embora a quebra média regional seja inferior a 2%.

Na região de Santa Rosa, 94% da área foi colhida, restando pequenas parcelas em diferentes estádios. As chuvas favoreceram o desenvolvimento das lavouras, sem registros relevantes de pragas ou doenças, mas há preocupação com possíveis geadas precoces. Em Soledade, a colheita alcança 67% da área, com produtividade média em torno de 5.500 kg por hectare. As condições de temperatura e umidade têm contribuído para o desenvolvimento das lavouras, embora a menor incidência solar esteja prolongando o ciclo da cultura.

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