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RS: safra de milho deve crescer 7,18%

Plantio de milho avançou fortemente no Rio Grande do Sul


Foto: Agrolink

O plantio de milho avançou fortemente no Rio Grande do Sul durante o período, favorecido pela redução da umidade superficial dos solos, maior disponibilidade de radiação solar e elevação das temperaturas. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural de quinta-feira (3), a safra deve ocupar 896.401 hectares, com produção estimada em 6,91 milhões de toneladas.

As lavouras apresentam germinação e emergência satisfatórias, além de estandes uniformes. A maior parte das áreas está nos estádios iniciais de desenvolvimento vegetativo, embora tenham sido registrados problemas pontuais de estabelecimento em locais semeados com solo excessivamente úmido ou atingidos por chuvas logo após a operação.

O ritmo de implantação é mais acelerado em áreas de menor altitude e nas localidades onde a janela de semeadura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) já está estabelecida. Em ambientes mais frios e solos com maior dificuldade de drenagem, o avanço ocorre de forma mais lenta.

Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, as condições fitossanitárias exigem atenção. Há elevada incidência de cigarrinha-do-milho, inclusive em áreas sob rotação de culturas, além de danos localizados provocados por percevejos nas fases iniciais de desenvolvimento.

A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta produtividade média de 7.711 kg por hectare e produção de aproximadamente 6,91 milhões de toneladas. A área projetada é 7,42% superior à da safra anterior, enquanto a produção representa incremento de 7,18%.

A expansão ocorre em um contexto de recuperação e consolidação da cultura no Estado. Na safra 2025/2026, a área efetivamente cultivada alcançou 812,5 mil hectares, 13,1% acima da safra 2024/2025. A produção chegou a aproximadamente 5,98 milhões de toneladas, também superando o ciclo anterior.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a estimativa é de plantio de 63.682 hectares, com produtividade projetada em 6.551 kg/ha. Na Fronteira Oeste, em Maçambará, a semeadura evoluiu satisfatoriamente, favorecida por pancadas de chuva pontuais, umidade adequada do solo e aumento das temperaturas.

Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, essas condições proporcionaram rápida germinação e bons estandes iniciais em Maçambará. Nas áreas mais baixas e com dificuldade de drenagem, porém, ainda existem restrições à implantação, e os produtores demonstram preocupação com o comprometimento da janela de semeadura da soja subsequente.

Em São Borja, a semeadura alcançou 60% dos 25 mil hectares previstos. As condições climáticas também favoreceram a dessecação das plantas de cobertura, realizada com rolo-faca isoladamente ou associado a herbicidas, para o manejo de nabo, aveia, centeio e ervilhaca.

Na região de Caxias do Sul, a estimativa é de 96.052 hectares cultivados, com produtividade projetada em 7.953 kg/ha. Os trabalhos de preparo das áreas estão em andamento, e a semeadura deverá começar em setembro.

Em Erechim, são projetados 44.915 hectares, com produtividade de 8.956 kg/ha. A semeadura começou no período e alcançou aproximadamente 30% da área prevista.

Na região de Frederico Westphalen, a estimativa é de 86.660 hectares, com produtividade projetada em 8.119 kg/ha.

Em Ijuí, o período foi marcado por intensa atividade de semeadura, elevando a área implantada para mais de 60%. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a umidade do solo ficou adequada a partir de 25 de agosto, inicialmente nas áreas com menor quantidade de palhada e, posteriormente, nas demais.

Diante do prognóstico de chuvas volumosas, parte dos produtores reduziu a profundidade de deposição das sementes. As áreas semeadas no início de agosto apresentaram excelente emergência, uniformidade de germinação e poucas falhas.

Para Ijuí, a projeção é de cultivo de 112.855 hectares, com produtividade de 9.473 kg/ha, segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar.

Nas regiões administrativas de Lajeado, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre e Santa Maria, as estimativas de área são, respectivamente, de 31.340, 84.360, 37.940, 32.854 e 59.835 hectares.

As produtividades projetadas nessas regiões são de 5.959 kg/ha em Lajeado, 9.359 kg/ha em Passo Fundo, 4.675 kg/ha em Pelotas, 4.419 kg/ha em Porto Alegre e 6.618 kg/ha em Santa Maria, segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar.

Na região de Santa Rosa, a semeadura avançou expressivamente e alcançou 74% dos 174.288 hectares previstos. A produtividade projetada é de 8.353 kg/ha.

As lavouras de Santa Rosa estão em desenvolvimento vegetativo e apresentam estandes uniformes. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, há elevada pressão de cigarrinha-do-milho, o que levou os produtores a intensificarem o monitoramento e as aplicações de inseticidas.

Em algumas localidades de Santa Rosa, houve redução da população da praga na última semana. A pressão da cigarrinha, contudo, permanece entre os principais pontos de atenção fitossanitária da região.

Na região de Soledade, 20% da área prevista já foi semeada. A estimativa é de cultivo de 71.620 hectares, com produtividade projetada em 5.659 kg/ha.

Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a maior parte das áreas remanescentes em Soledade está preparada e dessecada para a implantação. A elevação das temperaturas nos últimos dias do período contribuiu para reduzir a umidade dos solos e favoreceu a germinação, a emergência e o desenvolvimento inicial das lavouras já implantadas.

As áreas semeadas em Soledade encontram-se integralmente nos estádios de germinação, emergência e desenvolvimento inicial. O avanço da semeadura, portanto, segue condicionado às condições de umidade e temperatura observadas nas diferentes regiões do Estado.

O cenário da safra mostra avanço expressivo do plantio de milho no Rio Grande do Sul, com condições favoráveis de germinação e estabelecimento na maior parte das áreas. Ao mesmo tempo, diferenças de temperatura e drenagem dos solos mantêm ritmos distintos de implantação entre as regiões.

Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a pressão de cigarrinha-do-milho e a ocorrência localizada de percevejos também exigem monitoramento durante os estádios iniciais. Com área e produção projetadas acima do ciclo anterior, a evolução do plantio e das condições fitossanitárias será determinante para o desenvolvimento da nova safra.

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