O spa dos campeões da Expointer
Antes de entrar em pista na Expointer, alguns animais passam meses sob cuidados
Foto: Gabriel Barros
Antes de entrar em pista na Expointer, alguns animais passam meses sob cuidados especializados para um preparo de elite. O trabalho, que já é habitual entre equinos, desponta como aliado das cabanhas que querem preparar bovinos mansos para os julgamentos da Expointer e não dispõem de cabanheiros para esse manejo, um dos mais complexos e caros. O preparo nesses verdadeiros spas começa muito antes da abertura dos portões da mostra em Esteio (RS), e segue longe dos olhares de jurados e visitantes, com acompanhamento individualizado para cada exemplar até a chegada ao Parque de Exposições Assis Brasil.
Pioneiro no Brasil, o Centro Seival cuida de 50 bovinos de mais de 30 fazendas. Localizado em Caçapava do Sul (RS), opera com uma rotina planejada, com alimentação balanceada, vacinação, higiene, tosquia, exercícios e treinamento comportamental. O objetivo não é apenas valorizar a aparência, mas também desenvolver confiança, docilidade e familiaridade com o manejo, explica o responsável pelo Seival e biotecnologista, Matheus Dias. Na reta final da preparação antes dos julgamentos da Expointer 2026, a atenção se intensifica na limpeza, escovação, tosquia de acabamento e aplicação de spray de brilho.
Quem aderiu a esse serviço foram os criadores Gabriel Barros, da Cabanha La Coxilha de Cacequi (RS), e Fábio Escosteguy, da Cabanha Sossego de Santana do Livramento (RS). Decididos a participar das principais mostras de argola das raças Angus e Brangus eles mantêm sete exemplares no Seival. "O manejo precisa ser diferenciado e constante. Por isso, confiamos esse trabalho a um centro especializado no preparo de animais de elite, e esse investimento tem contribuído para os bons resultados que alcançamos nas exposições", destaca Barros. A escolha, conta ele, deve-se à eficiência e escala do processo. “O custo de manter uma cabanha na fazenda é muito alto. Só vale a pena manter esse manejo para quem trabalha com muitos animais de argola”, explica.
Todo esse esforço tem uma meta: garantir que os bovinos apresentem sua melhor forma e caiam no gosto dos jurados durante os julgamentos. "É um trabalho contínuo para o animal apresentar todo o seu potencial genético quando entra em pista", completa Escosteguy.