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Clima sustenta avanço dos grãos

Na soja, Chicago operou em recuperação


Na soja, Chicago operou em recuperação Na soja, Chicago operou em recuperação - Foto: Pixabay

Os mercados agrícolas iniciaram o dia com movimentos distintos, influenciados pelo clima nos Estados Unidos, pela oferta regional e pelo avanço da demanda internacional. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura dos mercados desta quarta-feira, o trigo manteve impulso altista, a soja consolidou recuperação em Chicago e o milho teve ajustes negativos na CBOT, apesar do suporte vindo das exportações.

No trigo, os contratos em Chicago avançaram, com julho a US$ 612,00, alta de 2,00 pontos, e maio de 2027 a US$ 657,00, também em elevação. No mercado físico, o Paraná ficou em R$ 1.364,03 por tonelada, alta diária de 0,07%, enquanto o Rio Grande do Sul permaneceu em R$ 1.324,01. O principal fator de sustentação segue sendo o clima nos Estados Unidos, com previsão de temperaturas acima do normal e chuvas abaixo da média em parte relevante do Cinturão do Milho nos próximos 10 a 14 dias. Na Argentina, não há interesse comprador para trigo da safra velha, enquanto no Brasil os moinhos seguem comprando o trigo paraguaio remanescente, favorecido por melhor qualidade e menor preço final.

Na soja, Chicago operou em recuperação, com o contrato julho a US$ 1.207,75 por bushel, alta de 11,00 pontos, próximo dos maiores níveis em sete semanas. O físico no interior do Paraná chegou a R$ 132,04, avanço diário de 1,62%, enquanto Paranaguá ficou em R$ 139,71, alta de 0,50%. O mercado continua incorporando prêmio climático diante das previsões de calor e baixa umidade nos Estados Unidos, em período decisivo para a produtividade. O relatório do USDA indicou queda na soja em condição boa a excelente, de 66% para 64%, e o retorno da China ao mercado americano reforçou as expectativas de demanda.

No milho, os contratos recuaram na CBOT, com julho a US$ 440,25, queda de 2,25 pontos. Na B3, julho ficou em R$ 64,94, com leve alta de 0,07%. A safrinha brasileira chegou a 29% da área colhida, enquanto as exportações ganham ritmo. A China ampliou em 54% suas importações de grãos entre janeiro e maio e também encomendou cinco cargas de milho brasileiro, fator que reforça a demanda externa.

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