Etanol de milho impulsiona produção de biocombustível no Norte-Nordeste em meio à queda no rendimento da cana
A safra de cana acumulou moagem de 49,96 milhões de toneladas
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A safra de cana-de-açúcar 2025/26 no Norte-Nordeste do Brasil acumulou moagem de 49,96 milhões de toneladas, volume 0,6% inferior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior, segundo dados divulgados pela DATAGRO. O resultado reflete as condições climáticas enfrentadas pela região ao longo da temporada.
De acordo com a consultoria, o rendimento industrial da safra permaneceu pressionado pelas chuvas registradas na região produtora, fator que impactou diretamente os indicadores de qualidade da matéria-prima processada nas usinas do Norte-Nordeste.
O Açúcar Total Recuperável (ATR) acumulado recuou 7,7% na comparação com o ciclo anterior, segundo a DATAGRO, evidenciando a queda na qualidade da cana colhida na região em razão do excesso de umidade observado ao longo do período de moagem. Como reflexo direto desse cenário, a produção acumulada de açúcar no Norte-Nordeste apresentou retração de 14,8%, de acordo com dados da DATAGRO, resultado que acompanha a menor disponibilidade de ATR verificada na atual temporada.
Em contrapartida, a produção total de etanol na região seguiu em trajetória de forte expansão, atingindo 2,71 bilhões de litros, alta de 36,0% na comparação com o mesmo período do ciclo anterior, segundo a DATAGRO. O resultado positivo do biocombustível contrasta com o desempenho mais fraco do açúcar no mesmo intervalo.
Esse avanço expressivo na produção de etanol foi impulsionado, segundo a consultoria, pela forte expansão do etanol de milho na região Norte-Nordeste, segmento que tem ganhado relevância crescente na matriz de biocombustíveis produzidos localmente.