Plantio de mandioca avança com boas condições iniciais
Bacterioses e excesso de umidade exigem atenção no RS
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O plantio de mandioca está praticamente concluído na região da Fronteira Noroeste do Rio Grande do Sul, com área prevista de 2.950 hectares e condições iniciais favoráveis ao desenvolvimento das plantas, segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (8). Apesar do bom estabelecimento das lavouras, há registros pontuais de bacterioses, enquanto chuvas e inundações exigem atenção em outras regiões do estado.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, a mandioca apresenta evolução satisfatória e se consolida como uma das principais culturas destinadas ao autoconsumo das famílias.
Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, as primeiras áreas implantadas estão em fase de brotação e emergência, com boa uniformidade de estande e estabelecimento das plantas. O plantio está praticamente concluído, favorecido pela umidade do solo. O foco dos produtores está na qualidade do material propagativo utilizado e no monitoramento fitossanitário das lavouras, com o objetivo de preservar o potencial produtivo ao longo do ciclo. Apesar das condições favoráveis, foram registrados casos pontuais de bacterioses associados ao uso de manivas contaminadas, além da ocorrência localizada de doenças de solo. Essas situações exigem monitoramento e medidas preventivas para evitar prejuízos.
Na região de Santa Rosa, os preços da mandioca permanecem atrativos, com média de R$ 5,00 por quilo do produto in natura e aproximadamente R$ 10,00/kg da mandioca processada, segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar.
Na região de Soledade, o plantio está em fase de finalização. As temperaturas amenas, com dias frios, têm desacelerado a brotação das manivas e a emergência das plantas. O excesso de umidade no solo também favorece a incidência de bacteriose, que pode provocar a morte de plantas jovens. Ao mesmo tempo, a colheita continua, acompanhada de intensa comercialização. Em Mato Leitão e Venâncio Aires, o preço informado é de R$ 30,00 por caixa de 22 quilos.
Na região de Lajeado, as cheias do Rio Caí e do Arroio Cadeia provocaram a inundação de lavouras na localidade de Campestre Santa Terezinha, em São Sebastião do Caí. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, até o momento não foram registradas perdas de áreas cultivadas. No entanto, podem surgir sintomas de hipóxia nas plantas e ataques de fungos nas raízes, devido à baixa drenagem dos solos nas áreas afetadas. Na região, o preço pago pela mandioca permanece em torno de R$ 40,00 por caixa de 20 quilos.