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Veja cinco bovinos que viraram atrações na Expointer 2026

5 raças e espécies se destacam por características físicas incomuns e atraem curiosos


Foto: Divulgação

A diversidade de bovinos de corte, leite e aptidão mista, além de zebuínos e bubalinos, chama a atenção dos visitantes da 49ª Expointer, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Entre os animais expostos, cinco raças e espécies se destacam por características físicas incomuns e atraem rodas de curiosos nos pavilhões da feira.

Em meio aos corredores movimentados, é comum encontrar grupos de pessoas ao redor de um animal que desperta a curiosidade do público. Pelagens diferentes, chifres proeminentes e tamanho avantajado estão entre os atributos que fazem alguns exemplares se transformarem em verdadeiras atrações da Expointer.

O Crioulo Lageano voltou à Expointer neste ano após uma ausência que começou em 2015 e rapidamente se tornou um dos animais mais fotografados da feira. Mesmo com chifres que podem chegar a dois metros, o bovino aparenta tranquilidade diante do movimento de visitantes.

A raça é destinada à produção de carne e leite e foi levada à feira pela Cabanha Bom Jesus, de Ponte Alta do Sul, em Santa Catarina. Os animais pesam, em média, cerca de 960 quilos e são considerados resistentes a diferentes condições climáticas, característica que ajuda a reduzir os custos de criação.

Outro destaque é o Galloway, que retornou à Expointer após 19 anos de ausência. De origem escocesa, a raça foi introduzida no Brasil na década de 1950 e recebeu uma nova leva de animais na década de 1980.

Os exemplares presentes na feira são do tipo Belted Galloway, reconhecido pela faixa larga de pelagem clara que atravessa a região central do corpo. Além de ser uma característica marcante da raça, a pelagem ajuda a repelir a chuva e protege os animais contra o frio.

A raça Wagyu também chama atenção por fugir do padrão predominante entre os animais expostos. Originária do Japão, é uma das poucas linhagens da feira com essa procedência.

Na Expointer, os exemplares são, em sua maioria, de pelagem preta, corpo forte, patas curtas e cabeça mais compacta, características que lembram a aparência de um bezerro. A raça é voltada exclusivamente à produção de carne e se destaca pelo preço elevado dos cortes.

A valorização está relacionada ao intenso marmoreio, formado pela presença de gordura intramuscular entremeada no corte, característica que contribui para deixar a carne mais suculenta. Um macho adulto Wagyu pesa, em média, uma tonelada e leva cerca de dois anos para alcançar o estágio considerado ideal para o abate.

Entre as raças zebuínas, a Sindi também desperta a atenção do público. Apesar de ser uma linhagem milenar, a raça chegou ao Rio Grande do Sul pela primeira vez somente em 2020.

Os animais foram levados pela Cabanha Rancho Criúva, de Caxias do Sul, e chamam a atenção pela coloração avermelhada da pelagem. Com aptidão para carne e leite, os machos pesam, em média, cerca de 800 quilos e podem ser comercializados, quando adultos, por aproximadamente R$ 25 mil.

Considerada rústica e adaptável a diferentes condições climáticas, a Sindi é uma das linhagens mais encontradas nas cabanhas da região Nordeste.

O Guzerá completa a lista de animais que se destacam nos pavilhões da Expointer. Representante dos zebuínos, a raça chama atenção no Pavilhão dos Bovinos de Corte, especialmente por um de seus exemplares mais conhecidos: Tochinha.

O animal nasceu durante a Expointer, na edição de 2019, e é considerado uma das estrelas da feira. A cria da Expointer pesa cerca de 1,2 tonelada e se destaca pelos chifres imponentes. Considerada uma raça fértil e rústica, a Guzerá leva entre 18 e 24 meses para atingir a idade adequada para o abate.
 

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