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CNA debate sucessão familiar e Plano Clima no 64º Congresso da Sober

Durante o debate, foram abordados aspectos econômicos, sociais e culturais


Foto: Divulgação

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça (21) e na quarta (22), do 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober), que acontece nesta semana na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre (RS).

Zenaide Rodrigues, assessora técnica da CNA, participou, na terça (21), da Sessão Especial "Sucessão Familiar no Rural Brasileiro: Desafios, Experiências e Perspectivas". O encontro reuniu pesquisadores, especialistas e produtores rurais para discutir um dos principais desafios da agropecuária brasileira: a sucessão familiar nas propriedades rurais e a permanência das novas gerações no campo.

Durante o debate, foram abordados aspectos econômicos, sociais, culturais e institucionais que influenciam o processo sucessório, além de experiências práticas e estratégias voltadas à continuidade dos empreendimentos rurais.

A sessão contou com a participação da produtora rural de leite e integrante do Programa CNA Jovem, Larissa Souza Zambiasi, que compartilhou sua experiência no processo de sucessão da propriedade da família.

Sustentabilidade – Na quarta (22), a assessora técnica da CNA, Amanda Roza, participou do painel "Políticas Agrícolas e Ambientais: Plano Clima e Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação da Agropecuária", onde apresentou a análise da entidade sobre o Plano Clima e os impactos das políticas públicas relacionadas às mudanças climáticas para o setor agropecuário.

Durante a apresentação, Amanda abordou as metas climáticas assumidas pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris e destacou os desafios para conciliar a redução das emissões de gases de efeito estufa com a manutenção da produção agropecuária e o fortalecimento da segurança alimentar.

Em relação à adaptação, a assessora apresentou os principais riscos identificados pelo Plano Clima para a agropecuária brasileira, como a redução da produtividade, o aumento da incidência de pragas e doenças, a degradação dos solos e a maior pressão sobre os recursos hídricos.

Ela destacou medidas previstas para ampliar a resiliência do setor. Entre elas a expansão do crédito rural voltado à adaptação climática, o fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), o aperfeiçoamento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) e a ampliação da rede de monitoramento meteorológico.

No eixo de mitigação, Amanda explicou que a CNA contribuiu para o aperfeiçoamento da proposta do Plano Clima durante sua elaboração. A assessora também ressaltou que a CNA defende o fortalecimento de políticas que conciliem produção e conservação ambiental, com a regulamentação de incentivos econômicos para a redução do desmatamento legal, o fortalecimento do Plano ABC+, a ampliação do crédito rural e a criação de mecanismos inovadores de financiamento climático.

Segundo ela, as futuras políticas nacionais de redução das emissões devem estar alinhadas ao Plano Clima e criar condições para que os produtores rurais possam cumprir as metas estabelecidas com segurança jurídica e viabilidade econômica.

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