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Umidade reduz ritmo da colheita de soja

Produtividade da soja varia no Rio Grande do Sul


Foto: Pixabay

No Rio Grande do Sul, a colheita de soja atingiu 79% da área cultivada e se aproxima da conclusão na maior parte das regiões. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (30), apesar do avanço, o ritmo das operações apresenta desaceleração pontual em função da elevada umidade e das chuvas frequentes, que limitam as janelas de trabalho no campo.

De acordo com o levantamento, a umidade tem mantido as plantas com alto teor de água, o que impacta diretamente o andamento da colheita e contribui para perdas qualitativas, como aumento de impurezas e grãos avariados. As lavouras restantes estão majoritariamente em maturação, representando 20% da área, enquanto 1% ainda se encontra em enchimento de grãos, principalmente em áreas de plantio tardio.

Nas áreas em desenvolvimento, as condições hídricas favorecem a formação dos grãos, mas há registro de maior incidência de doenças, como ferrugem-asiática, além de patógenos de final de ciclo e percevejos. O controle desses problemas tem sido dificultado pelas restrições de acesso às lavouras.

A produtividade apresenta variações expressivas no estado, refletindo diferenças nas condições climáticas ao longo do ciclo. Em áreas com melhor distribuição de chuvas e manejo, os resultados se aproximam de uma safra considerada normal, enquanto lavouras afetadas por restrição hídrica ou limitações de solo registram perdas que podem ultrapassar 50% do potencial produtivo. Em alguns casos, a maturação antecipada também contribuiu para perdas adicionais.

Na Metade Sul, as condições climáticas também afetaram a logística, com concentração da colheita em curtos períodos de tempo firme, o que gerou filas nas unidades de recebimento e reduziu a eficiência do escoamento da produção.

A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta produtividade média de 2.871 kg por hectare em uma área cultivada de 6,62 milhões de hectares.

Nas regionais, o cenário é heterogêneo. Em Bagé, a colheita avança com restrições operacionais causadas pela umidade. Em Caxias do Sul, o excesso de orvalho também limita o trabalho, enquanto em Erechim a colheita já atinge 95% da área. Em regiões como Ijuí e Passo Fundo, os resultados médios giram em torno de 3.000 kg por hectare, com variações entre áreas. Já em Pelotas, o avanço ainda é mais lento, com 41% da área colhida.

Em Santa Maria, a operação foi interrompida temporariamente pelas chuvas, sendo retomada após melhora das condições climáticas. Em Santa Rosa, a produtividade varia de 1.200 a 4.200 kg por hectare, evidenciando a influência do clima, do manejo e das características do solo. Em Soledade, a colheita supera 90% em parte das regiões, mas também enfrenta redução de ritmo devido às precipitações.

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