Colheita do feijão avança e confirma estimativas
RS projeta safra de feijão com variações regionais
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A colheita do feijão da primeira safra no Rio Grande do Sul está em fase de encerramento, sem maiores restrições operacionais, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (23). Na maior parte das regiões produtoras, os rendimentos ficaram próximos das expectativas iniciais, embora haja variações conforme o sistema de cultivo e as condições hídricas.
Na região dos Campos de Cima da Serra, onde se concentra a maior produção estadual, os trabalhos estão praticamente concluídos, restando apenas áreas pontuais com cultivares tardias. A produtividade média regional não deve ultrapassar 1.200 kg por hectare, abaixo do esperado. Em áreas irrigadas, os rendimentos chegaram a 2.800 kg por hectare, enquanto nas lavouras de sequeiro variaram entre 900 e 1.200 kg por hectare, evidenciando o impacto das condições de umidade sobre o resultado final. A estimativa estadual de produtividade é de 1.781 kg por hectare, segundo a Emater. A área cultivada com feijão de primeira safra no estado está estimada em 23.029 hectares.
Para a segunda safra, as lavouras se encontram majoritariamente em fase reprodutiva avançada, com enchimento de grãos e início de maturação, e apenas uma pequena parcela já foi colhida. O desenvolvimento da cultura tem sido favorecido pela disponibilidade de água no solo e pelas temperaturas amenas, o que mantém o potencial produtivo.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, “As plantas apresentam desenvolvimento vegetativo e reprodutivo satisfatórios, além de formação de vagens e enchimento de grãos ideais, mantendo o bom potencial produtivo”. A colheita ocorre de forma gradual, acompanhando a distribuição das fases das lavouras, sem variações expressivas de produtividade entre as áreas.
No aspecto fitossanitário, as lavouras apresentam condições adequadas na maior parte das regiões, com baixa incidência de pragas e doenças. Ainda assim, a elevada umidade relativa do ar aumenta o risco de doenças fúngicas, o que exige monitoramento contínuo. A projeção para a segunda safra é de área de 11.690 hectares e produtividade média de 1.401 kg por hectare.
Na região de Ijuí, a cultura se aproxima da maturação, com predominância da fase de enchimento de grãos, representando 64% das lavouras. Cerca de 14% das áreas estão maduras e 5% já foram colhidas. Em Santa Maria, a colheita atinge aproximadamente 30% da área, com produtividade confirmando o potencial projetado.
Na região de Soledade, as lavouras apresentam desenvolvimento dentro do esperado, embora a alta umidade tenha aumentado a pressão de doenças, com destaque para a antracnose. As áreas se distribuem entre fases de enchimento de grãos, florescimento, maturação e vegetativa, mantendo o potencial produtivo ao longo do ciclo.