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Granizo e umidade desafiam citricultores no Rio Grande do Sul

Colheita de bergamota chega ao fim em municípios produtores gaúchos


Foto: Seane Lennon

No Rio Grande do Sul, a citricultura enfrenta condições distintas entre as regiões produtoras, com chuvas que aceleram a colheita de algumas variedades de laranja em Caxias do Sul, mas dificultam os trabalhos nos pomares de Lajeado. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (22/10), a laranja umbigo subiu de R$ 2,80 para R$ 2,96 por quilo na Ceasa/Serra, enquanto a umidade elevada favorece doenças fúngicas em algumas áreas.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, a colheita de algumas cultivares de laranja está acelerada em decorrência das precipitações registradas no período. Os produtores realizaram tratamentos fitossanitários para preservar a sanidade das folhas e a conservação dos frutos. Nas áreas com produção remanescente, também são aplicados tratamentos específicos para controlar a mosca-das-frutas.

Na Ceasa/Serra, o preço de comercialização da laranja umbigo passou de R$ 2,80 para R$ 2,96 por quilo. Já a última cotação registrada para a bergamota Montenegrina foi de R$ 3,55 por quilo.

Na região de Lajeado, as precipitações acima da média e o predomínio de dias nublados têm dificultado o tráfego de máquinas nos pomares. Com isso, os tratamentos fitossanitários, as podas e as adubações de reposição estão atrasados.

Os tratamentos de pós-floração foram concluídos, e a colheita de laranja e bergamota se aproxima do encerramento. A elevada umidade, porém, favoreceu a incidência de doenças fúngicas, exigindo monitoramento constante das plantas. Apesar dessas condições, não há relatos significativos de infestações de mosca-das-frutas na região.

Em Bom Princípio, os pomares atingidos por granizo em agosto ainda apresentam problemas de qualidade nos frutos remanescentes de laranja da variedade Céu Paulista. As restrições dificultam a comercialização e, em muitos casos, os preços não cobrem os custos operacionais da colheita. Diante desse cenário, alguns produtores optaram por deixar de colher os frutos, e há grande quantidade de laranjas no solo.

Em São Sebastião do Caí, a safra de citros de ciclo tardio está na fase final, enquanto começa a colheita da laranja Folha Murcha. As condições climáticas têm favorecido o surgimento de pragas, como mosca-branca e cochonilhas, além da ocorrência de fumagina, doença associada à presença de fungos que se desenvolvem sobre secreções produzidas por insetos.

Em Pareci Novo, a colheita de bergamota está praticamente concluída. Já em Harmonia, produtores relatam melhora nos preços das caixas de bergamota nas últimas semanas.

As cotações da lima ácida Tahiti, conhecida como limão Tahiti, continuam elevadas na região. Segundo a Emater/RS-Ascar, esse comportamento está associado principalmente à sazonalidade da oferta no mercado nacional. O cenário da citricultura gaúcha combina, portanto, diferenças regionais no andamento da colheita, desafios fitossanitários relacionados à umidade e variações nos preços de comercialização dos frutos.

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