Oferta curta dispara pressão sobre preços do trigo
No mercado gaúcho, o ritmo segue lento
No mercado gaúcho, o ritmo segue lento - Foto: Paulo kurtz/ Embrapa
Os preços do trigo seguem em alta no Sul do país, em um mercado marcado por oferta restrita em alguns polos, pedidas mais firmes e compras ainda concentradas no curto prazo. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário combina disponibilidade apertada no Rio Grande do Sul, valorização nas ofertas em Santa Catarina e diferença entre negócios imediatos e indicações futuras no Paraná.
No mercado gaúcho, o ritmo segue lento, ainda influenciado pela colheita da soja, com negociações da mão para a boca. As indicações variam de R$ 1.250 para trigos de qualidade mais baixa até R$ 1.300 no interior, enquanto vendedores pedem entre R$ 1.350 e R$ 1.400. A estimativa atual é de 260 mil toneladas disponíveis no estado, volume considerado insuficiente para atravessar até a próxima colheita, em outubro. Esse quadro deve exigir compras no exterior e sustentar preços em paridade de importação. No campo, o preço da pedra em Panambi subiu 3,51%, de R$ 57 para R$ 59 por saca.
Em Santa Catarina, as ofertas em bons volumes continuam, mas as pedidas avançaram. Trigos catarinenses são ofertados ao redor de R$ 1.300 FOB, com retirada e pagamento entre abril e maio. No mesmo período, as ofertas do Paraná e do Rio Grande do Sul chegaram a R$ 1.400 FOB para moinhos catarinenses. Nos preços de balcão, houve estabilidade em Canoinhas, Rio do Sul, Chapecó e Xanxerê, alta em São Miguel do Oeste e recuo em Joaçaba.
No Paraná, os negócios spot seguem mais firmes do que as indicações para maio e junho. Moinhos mais abastecidos indicam R$ 1.300 CIF, enquanto no mercado imediato há registros entre R$ 1.400 FOB e R$ 1.450 CIF, ainda que pontuais. Já para os próximos meses, as indicações recuam para a faixa de R$ 1.350 a R$ 1.370 CIF, movimento ligado à queda das paridades de importação com o recuo do dólar.