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Rastreabilidade ganha força na pecuária do RS

Projeto amplia controle e origem dos rebanhos


Foto: Canva

O Rio Grande do Sul está intensificando as ações para implantar a rastreabilidade individual de bovinos com o objetivo de fortalecer a competitividade da pecuária gaúcha. O tema foi apresentado pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, durante painel realizado na XXI Jornada NESPro & II Congresso de Criadores, nesta terça-feira (24), em Porto Alegre.

Durante a mesa-redonda “A rastreabilidade como indutora de oportunidades para a pecuária”, a Seapi destacou que consumidores e mercados internacionais vêm exigindo cada vez mais informações sobre a origem dos alimentos, além de garantias sanitárias e ambientais. Segundo Madalena, a rastreabilidade reúne esses requisitos e representa um novo estágio na gestão dos rebanhos. “Consumidores e mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos alimentos, além de garantias sanitárias e ambientais”, ressaltou o secretário.

A discussão foi baseada nas diretrizes do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em dezembro de 2024. O programa prevê a identificação individual dos animais em todo o território nacional de forma gradual, com integração dos sistemas de informação e conclusão do processo até dezembro de 2032. A iniciativa busca fortalecer a certificação sanitária e a comprovação da origem dos animais.

De acordo com a Seapi, o Rio Grande do Sul vem se preparando para a implantação da rastreabilidade há vários anos. Entre as medidas adotadas estão a utilização da rastreabilidade individual na cadeia leiteira desde 2017, a inclusão do tema entre os projetos estratégicos do Estado em 2023, a criação de um grupo de trabalho em 2024, missões técnicas para conhecer o sistema uruguaio de identificação animal e o início de projetos de identificação individual de bovinos em propriedades públicas.

Atualmente, a cadeia leiteira conta com cerca de 1,2 mil animais identificados individualmente. Em 2025, o Estado iniciou um projeto-piloto de rastreabilidade para bovinos de corte, que está sendo testado em mais de 30 propriedades rurais. “Buscamos ser o primeiro Estado da federação a concluir a implantação de um sistema de rastreabilidade individual de bovinos”, afirmou Madalena.

Para o secretário, a rastreabilidade deve ser encarada como uma oportunidade para os produtores e para toda a cadeia agropecuária do Estado. Entre os benefícios apontados estão o aumento da competitividade, a valorização da proteína animal e a ampliação do acesso a mercados mais exigentes. “A rastreabilidade deve ser vista como uma oportunidade para os produtores e para o setor agropecuário gaúcho”, destacou.

Também participaram da mesa-redonda Taulni Francisco Santos da Rosa, gerente executivo de Compra de Gado da Região Sul da Minerva Foods; Fabrício Karaim, diretor comercial da Radar Certificação; e a médica veterinária Fernanda Costabeber.

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