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El Niño pode começar ainda neste outono

Super El Niño pode estar mais próximo do que o esperado


Foto: Pixabay

A evolução do aquecimento do Pacífico equatorial indica a aproximação de um evento de El Niño, com possibilidade de intensidade elevada, segundo análise divulgada pelo Meteored. O fenômeno voltou ao centro das discussões diante da perspectiva de um episódio mais forte no ciclo 2026/2027.

De acordo com o Meteored, “a evolução da temperatura do Oceano Pacífico equatorial indica que o fenômeno está cada vez mais próximo de se consolidar, e pode alcançar intensidade comparável a episódios históricos”. A análise considera a elevação consistente das temperaturas da superfície do mar nos últimos meses.

Desde fevereiro de 2026, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) passou a adotar uma nova metodologia para monitoramento do ENSO, levando em conta o aquecimento global. Ainda assim, os dados indicam avanço do aquecimento, com anomalias de pelo menos +0,5°C nas regiões leste e oeste do Pacífico equatorial.

Na região central, conhecida como Niño 3.4, o padrão ainda é de neutralidade, com +0,2°C, mas apresenta tendência de alta desde março, quando deixou o padrão de La Niña. Pela metodologia tradicional, o aquecimento já teria atingido o limiar de El Niño em abril, com anomalias chegando a +0,7°C.

Segundo o Meteored, “não é impossível que evolua de +0,7°C para +1,0°C nos próximos dias”, o que poderia caracterizar abril como o primeiro mês com condições do fenômeno, considerando os critérios antigos.

A análise destaca ainda a presença de uma massa de água quente na subsuperfície do oceano, com temperaturas entre 6°C e 8°C acima da média, a cerca de 300 metros de profundidade. Esse calor acumulado tende a emergir, favorecendo a consolidação do El Niño entre o fim do outono e o início do inverno.

O Meteored afirma que essa configuração “não apenas indica a formação do fenômeno, mas também sugere sua possível intensidade”, comparável a eventos históricos como os registrados em 1982/83, 1997/98 e 2015/16.

No Brasil, o padrão típico associado ao El Niño inclui aumento das chuvas na região Sul e períodos mais secos na Amazônia. Em escala global, o fenômeno costuma elevar a temperatura média e intensificar eventos climáticos extremos.

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