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Milho: umidade e frio desafiam plantio no Rio Grande do Sul

Plantio de milho avança no Rio Grande do Sul


Foto: Pixabay

O plantio de milho avançou no Rio Grande do Sul e alcançou 54% da área prevista, favorecido pelas condições climáticas em boa parte do estado. Ao mesmo tempo, o frio intenso e as geadas registradas no fim do período provocaram danos em algumas lavouras e exigem avaliação dos produtores.

Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a estimativa para a safra é de 896.401 hectares cultivados, com produtividade projetada de 7.711 kg/ha e produção de aproximadamente 6,91 milhões de toneladas.

Os produtores também avançaram no manejo das lavouras, com aplicações de herbicidas e inseticidas para o controle da cigarrinha, cuja incidência aumentou em algumas regiões.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a estimativa é de 63.682 hectares de milho. Em Manoel Viana, a semeadura ocorre em ritmo acelerado, em uma tentativa de compensar o atraso provocado pelo período chuvoso das semanas anteriores.

Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, aplicações de herbicidas estão em andamento e algumas áreas apresentam maior incidência de cigarrinha, exigindo o uso de inseticidas. O inseto pode transmitir enfezamentos e viroses desde a emergência das plantas.

Os produtores também avaliam os impactos das geadas. De maneira geral, a probabilidade de danos é considerada baixa, já que a intensidade do evento foi limitada nos municípios onde a semeadura está mais avançada.

Além disso, as áreas mais adiantadas ainda estão em estágios iniciais de desenvolvimento. Mesmo assim, a queda acentuada das temperaturas pode atrasar a germinação e a emergência, além de comprometer a uniformidade do estande nas últimas áreas semeadas.

Na região de Caxias do Sul, a estimativa é de 96.052 hectares cultivados. Os produtores iniciaram o preparo do solo, incluindo a dessecação, para o início da semeadura previsto para setembro.

Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, os agricultores ainda aguardam a elevação das temperaturas para iniciar o plantio. Na região de Erechim, são projetados 44.915 hectares de milho. Cerca de 60% da área já foi implantada, principalmente nas áreas próximas às costas de rios.

A alta umidade do solo, porém, atrasou o plantio neste ciclo e continua sendo um dos fatores que limitam o avanço das operações.

Na região de Ijuí, a semeadura foi retomada em 4 de setembro, quando a umidade do solo estava adequada para a operação. Os trabalhos prosseguiram até 8 de setembro, quando o plantio alcançou 88% da área projetada.

As lavouras semeadas entre 25 e 30 de agosto apresentaram emergência uniforme e desenvolvimento inicial rápido. Já as áreas implantadas no início de agosto receberam adubação nitrogenada em cobertura.

Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a geada registrada em 7 de setembro provocou queimaduras nas folhas das plantas cultivadas em áreas de relevo mais baixo. Os danos variaram entre queimaduras na parte superior das folhas e morte de plantas. O monitoramento da cigarrinha também apontou maior captura de insetos nos municípios próximos a Ibirubá.

Na região de Santa Maria, o plantio começou e a área prevista é de 60 mil hectares. As condições permitiram avançar no preparo do solo e na implantação das lavouras.

Na região de Santa Rosa, a semeadura alcançou 87% dos 174.288 hectares previstos. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, as condições de clima e solo favoreceram a continuidade dos trabalhos, restando principalmente áreas mais baixas e úmidas. As lavouras em fase inicial de desenvolvimento apresentam alta população de cigarrinhas, e os produtores realizam aplicações de inseticidas para controlar a praga.

Os efeitos das geadas registradas na madrugada de 7 de setembro ainda não podem ser totalmente avaliados. As plantas com até quatro folhas sofreram danos, mas, em sua maioria, as lesões são consideradas reversíveis. Apesar disso, o desenvolvimento das plantas deverá ser retardado de forma significativa.

A irregularidade das chuvas no início da semana também reduziu a umidade do solo em algumas localidades. Com isso, os produtores começaram a irrigar principalmente as lavouras em fase de germinação e emergência, buscando garantir um bom estande de plantas.

Na região de Soledade, a semeadura avançou para 35% do total previsto. A alta umidade do solo continua limitando a operação.

Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, o maior avanço ocorre no Baixo Vale do Rio Pardo, onde a maioria dos municípios está finalizando o plantio. As temperaturas mais elevadas registradas nos últimos dias do período favoreceram a germinação, a emergência e o desenvolvimento inicial das lavouras já implantadas.

O cenário mostra ritmos diferentes de implantação do milho no Rio Grande do Sul. Enquanto algumas regiões avançam rapidamente com a semeadura, outras ainda enfrentam limitações provocadas pela umidade do solo ou aguardam condições térmicas mais favoráveis. Ao mesmo tempo, o monitoramento da cigarrinha e a avaliação dos efeitos das geadas permanecem entre os principais pontos de atenção dos produtores durante o estabelecimento da cultura.

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