Doenças preocupam produtores de feijão
Clima influencia desenvolvimento do feijão
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O Emater/RS-Ascar informou, no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (30), que a colheita do feijão da primeira safra foi finalizada no Rio Grande do Sul. A produtividade média está estimada em 1.781 kg por hectare, podendo sofrer revisão negativa no fechamento da safra em função das perdas registradas nos Campos de Cima da Serra, região que concentra cerca de 40% da área cultivada. A área total semeada foi estimada em 23.029 hectares.
Para o feijão da segunda safra, o relatório aponta predominância de lavouras em estádios reprodutivos, com 44% em enchimento de grãos e 13% em floração. As áreas em desenvolvimento vegetativo correspondem a 4%, enquanto 21% estão em maturação fisiológica. A colheita avança de forma lenta, atingindo 18% da área, condicionada à umidade dos grãos e ao predomínio de lavouras ainda em desenvolvimento.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, as lavouras apresentam desempenho dentro das estimativas, mas permanecem sujeitas a variações conforme as condições locais. A persistência de elevada umidade nas fases finais do ciclo pode favorecer o aumento da incidência de doenças foliares, especialmente em áreas em floração e início de formação de grãos.
Na região administrativa de Ijuí, a colheita começou de forma lenta devido à elevada umidade e à baixa proporção de lavouras maduras. Cerca de 20% das áreas estão em maturação e 7% já foram colhidas, com produtividade média próxima de 1.700 kg por hectare.
Na região de Santa Maria, a colheita alcança cerca de 60% da área cultivada. Segundo o relatório, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras, com baixa incidência de pragas e doenças, e a produtividade segue alinhada às estimativas iniciais.
Na região de Soledade, as temperaturas mais elevadas favoreceram o desenvolvimento da cultura, mas a alta umidade relativa do ar tem intensificado a incidência de doenças fúngicas, como a antracnose, exigindo intervenções fitossanitárias. As lavouras apresentam potencial produtivo, embora haja preocupação com a continuidade das chuvas e possível queda de temperatura. As fases fenológicas estão distribuídas em 3% em floração, 72% em enchimento de grãos, 20% em maturação e 5% já colhidos.