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Alerta: ciclone ameaça silos, aviários e estufas no Sul

Ciclone ameaça operações rurais no Sul com ventos e chuvas


Foto: Canva

Um ciclone extratropical deve se formar sobre o Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (20), provocando rajadas superiores a 70 km/h no Sul do Brasil e picos próximos de 100 km/h entre as serras Gaúcha e Catarinense. Segundo dados divulgados pelo Meteored, o sistema pode afetar lavouras, estufas, aviários, silos, redes de energia e operações rurais entre quinta e sexta-feira (21), antes da chegada do ar frio.

Segundo dados divulgados pelo Meteored, as rajadas devem superar 70 km/h em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com os maiores valores previstos para a madrugada de sexta-feira. O evento também alcança áreas com tabaco em transplantio e hortaliças protegidas entre Pelotas, Chapecó e o sudoeste do Paraná.

O período mais crítico começa na tarde de quinta-feira e avança pela madrugada de sexta. Além do vento, a chuva pode superar 50 mm em 24 horas no sul gaúcho, comprometendo acessos rurais e sistemas de energia utilizados na ventilação, no aquecimento e no abastecimento de água.

Na madrugada de quinta-feira, tempestades devem avançar pelo oeste de Santa Catarina e pelo Rio Grande do Sul. Segundo dados divulgados pelo Meteored, rajadas acima de 50 km/h podem atingir áreas do RS, SC, PR e sul de Mato Grosso do Sul.

Nas serras Gaúcha e Catarinense, os ventos devem superar 70 km/h até a noite. Já na madrugada de sexta-feira, valores localizados próximos de 100 km/h podem atingir o nordeste gaúcho e o sudeste catarinense. Esses patamares correspondem, respectivamente, a 19,4 e 27,8 metros por segundo, aumentando o risco de danos a estruturas rurais e tornando inseguras atividades realizadas em altura.

No Vale do Rio Pardo, litoral catarinense e oeste paranaense, o tabaco em viveiros ou recém-transplantado pode sofrer com a força dos ventos. O material plástico pode ser rasgado e bandejas podem ser deslocadas.

Em regiões como Caxias do Sul, Florianópolis e Curitiba, estufas mal fixadas também ficam expostas. Alface, tomate e outras hortaliças em crescimento ou em fase de colheita podem ser afetados.

No extremo sul do Rio Grande do Sul, segundo dados divulgados pelo Meteored, a chuva pode superar 50 mm em 24 horas na quinta-feira e ultrapassar 110 mm até sexta-feira.

Cada 50 mm de precipitação representa 50 litros de água por metro quadrado. Campanha, Pelotas, Jaguarão e Rio Grande devem entrar no período com solos úmidos e rios elevados, aumentando a possibilidade de alagamentos e dificuldades de acesso.

Estradas e acessos rurais encharcados podem atrasar o transporte de ração, leite, aves e insumos. A combinação de chuva intensa e vento também eleva a atenção sobre instalações destinadas à produção animal e ao armazenamento. Em aviários e instalações de suínos, eventuais falhas elétricas podem interromper sistemas de ventilação, bombeamento e abastecimento de água.

Nos silos e armazéns de Santa Maria, Passo Fundo e Chapecó, chuva acompanhada de vento pode favorecer infiltrações por calhas, telhas ou portas. Com rajadas de 70 km/h, inspeções em altura também se tornam inseguras.

A recomendação apresentada no material é manter os estoques fechados e elevados, sem bloquear sistemas de drenagem ou rotas de emergência.

As condições também são incompatíveis com operações de pulverização. Referências técnicas indicam uma faixa favorável para aplicação entre 3,2 e 6,5 km/h, enquanto velocidades superiores a 9,5 a 10 km/h elevam o risco de deriva. Com rajadas entre 50 e 100 km/h previstas para áreas do RS, SC e PR, aplicações, operações com drones e manutenção de telhados devem ser suspensas, sempre considerando o rótulo dos produtos, as orientações dos fabricantes e a avaliação das condições locais. O ciclone deve se afastar na sexta-feira, mas o litoral gaúcho e catarinense ainda pode registrar rajadas no sábado (22).

Na sequência, a chegada do ar polar deve provocar queda nas temperaturas. Segundo dados divulgados pelo Meteored, as mínimas podem chegar a 4°C nas serras e apresentar valores negativos na segunda-feira (24). Diante da mudança brusca nas condições meteorológicas, geradores, cortinas de aviários e sistemas de aquecimento devem ser testados previamente. Operações de pulverização, adubação e trânsito de máquinas devem ser retomadas somente após a avaliação das condições de campo e das estruturas, especialmente em áreas como Pelotas, Lages e Cascavel.

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