China compra, mas não sustenta preços da soja
O contrato de soja para julho fechou em baixa de 2,12%
O contrato de soja para julho fechou em baixa de 2,12% - Foto: Pixabay
O mercado internacional da soja encerrou a quinta-feira em queda, pressionado por fatores climáticos favoráveis nos Estados Unidos, pela ausência de maior força compradora da China e pelo recuo de mercados relacionados, como o petróleo bruto. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos negociados na Bolsa de Chicago registraram perdas expressivas, refletindo um ambiente de maior cautela entre os participantes.
O contrato de soja para julho fechou em baixa de 2,12%, ou 24,50 cents por bushel, cotado a US$ 1129,50. A posição agosto recuou 2,22%, ou 25,75 cents por bushel, encerrando a US$ 1132,50. Entre os derivados, o farelo de soja para julho caiu 2,21%, ou US$ 7,10 por tonelada curta, para US$ 313,70. O óleo de soja para julho teve baixa mais intensa, de 3,07%, ou 2,42 cents por libra-peso, a US$ 76,29.
A pressão sobre as cotações esteve ligada ao avanço final do plantio norte-americano em condições consideradas favoráveis, o que reduziu parte do prêmio climático nos preços. O desempenho negativo do petróleo bruto também contribuiu para a queda, especialmente sobre o óleo de soja, que costuma acompanhar oscilações do mercado de energia.
O relatório semanal do USDA mostrou vendas líquidas combinadas de 519,90 mil toneladas, volume dentro das expectativas. As vendas da safra antiga 2025/2026 somaram 276,90 mil toneladas, elevando o acumulado do ciclo a 39,95 milhões de toneladas, queda de 17,68% em relação ao ano anterior. A China comprou 74,80 mil toneladas na semana e se aproximou da meta de 12 milhões de toneladas.
Apesar disso, o mercado segue atento à possibilidade de novas tarifas sobre parceiros comerciais, o que reacendeu temores de retaliações semelhantes às observadas no ano passado. Na América do Sul, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires manteve a projeção da safra argentina em 50,10 milhões de toneladas, com 91,7% da área colhida. No Brasil, o Ministério da Economia informou exportações de 14,9 milhões de toneladas em maio, alta de 5,1% sobre maio de 2025.