Óleo de soja atinge maior nível desde 2022
O óleo de soja foi o principal destaque do período
O óleo de soja foi o principal destaque do período - Foto: United Soybean Board
Os mercados de óleos vegetais seguiram trajetórias distintas entre o fim de abril e o início de maio, refletindo fatores ligados à energia, demanda e perspectivas de oferta global. Segundo análise da StoneX, o avanço do petróleo e a falta de progresso nas negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã ajudaram a sustentar os preços no mercado internacional.
O óleo de soja foi o principal destaque do período. O contrato com vencimento em julho alcançou US¢ 75,16 por libra-peso, atingindo o maior patamar desde novembro de 2022. A movimentação ocorreu em uma semana marcada por volatilidade, mas ainda sustentada por fundamentos considerados positivos para a demanda nos Estados Unidos.
No caso do óleo de palma, o movimento foi oposto. O produto encerrou a semana próximo de USD 1.152 por tonelada, pressionado principalmente pelas perspectivas de curto prazo e pela redução das exportações da Malásia em abril. O mercado também acompanhou os efeitos do avanço dos mandatos de biodiesel na Ásia, enquanto os impactos relacionados ao El Niño ficaram em segundo plano.
Mesmo diante da pressão recente, o óleo de palma voltou a registrar alta nesta segunda-feira (4) na Bolsa da Malásia. O contrato fechou cotado a USD 1.152 por tonelada, com avanço de 1,55%, impulsionado pela decisão do governo malaio de ampliar a mistura obrigatória de biodiesel para B15 a partir de junho.
Já o óleo de soja em Chicago segue operando ao redor de US¢ 75,3 por libra-peso. O suporte continua vindo da demanda do mercado americano, embora os ganhos estejam mais limitados neste começo de semana diante da estabilidade e da queda dos contratos de diesel.