Ferramenta aposta em reação mais rápida no algodão
Uma nova armadilha baseada em ondas eletromagnéticas foi desenvolvida
Uma nova armadilha baseada em ondas eletromagnéticas foi desenvolvida - Foto: USDA
O monitoramento de pragas no campo tem ganhado novas alternativas tecnológicas em um momento de forte pressão sobre a produtividade e os custos da produção. Em culturas de alto valor agregado, como o algodão, a identificação rápida dos focos de infestação pode fazer diferença no resultado da safra.
Uma nova armadilha baseada em ondas eletromagnéticas foi desenvolvida para reforçar o controle do bicudo-do-algodoeiro, praga que provoca prejuízos superiores a R$ 3 bilhões por safra no Brasil. A tecnologia ajusta automaticamente índices de ondas e a refração dos LEDs para atrair os insetos, com base em padrões definidos por inteligência artificial a partir de dados como temperatura e umidade.
O equipamento também conta com câmera e processador para identificar o invasor, registrar horário de maior incidência e reunir informações como local, data e condições climáticas da captura. Os dados são enviados para um aplicativo, permitindo análises e relatórios que ajudam técnicos e produtores a agir antes de a praga se instalar na lavoura.
Segundo os testes em andamento, a ferramenta também pode contribuir para reduzir entre 10% e 20% o uso de inseticidas, com impacto em custos e menor pressão ambiental. A tecnologia está em fase final de validação prática e teórica, com avanço de testes no algodão e estudos também voltados ao milho. A expectativa é iniciar a operação comercial até o começo de 2028.
“Como eles têm ampla experiência, conhecem os melhores caminhos e os riscos envolvidos. Essa mentoria nos proporciona uma visão mais ampla do negócio, além de ampliar nosso networking e fortalecer a área comercial da empresa”, conclui o técnico agrícola, Kennedy Martins Gnoatto.