Clima movimenta preços agrícolas em São Paulo
Limão sobe 74% e tomate recua 46% em julho
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Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo informou que as condições climáticas e o comportamento da oferta e da demanda influenciaram diretamente os preços recebidos pelos produtores paulistas em julho. Enquanto limão tahiti e banana nanica registraram valorização, produtos como tomate, ovos de galinha e feijão cores encerraram o mês com recuo nas cotações em relação a junho.
O limão tahiti liderou a alta entre os produtos acompanhados pela entidade. A caixa de 27 quilos foi comercializada, em média, por R$ 55,36, avanço de 74,4% na comparação mensal. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, a elevação foi provocada pela menor oferta da fruta, resultado da queda de folhas e frutos nos pomares após as fortes chuvas e ventos. Em relação a julho do ano passado, a valorização acumulada chega a 35,8%.
A banana nanica também apresentou forte valorização. O quilo foi negociado, em média, por R$ 1,79, alta de 24,6% sobre junho e de 11,7% no comparativo com o mesmo período de 2025. No Vale do Ribeira, principal polo produtor paulista e referência nacional da cultura, os produtores enfrentam dificuldades para comercializar parte da safra devido à perda de qualidade e ao aspecto visual abaixo do padrão exigido pelo mercado. Ao mesmo tempo, parte da produção da região tem sido direcionada para atender à demanda de Santa Catarina, já que produtores catarinenses ampliaram as exportações.
Entre os produtos que registraram queda, o tomate apresentou a maior retração mensal. O preço pago ao produtor caiu 46,1% em julho em relação a junho. A Faesp atribui o movimento às baixas temperaturas nas regiões produtoras e à demanda ainda enfraquecida. No acumulado de 12 meses, a redução nas cotações alcança 32,6%.
Os ovos de galinha também ficaram mais baratos. A caixa com 30 dúzias foi negociada, em média, por R$ 133,65, queda de 14,2% frente ao mês anterior e de 11,3% na comparação anual. De acordo com a entidade, o mercado foi influenciado pela combinação entre demanda mais fraca e elevada oferta interna. Embora seja comum a redução de preços neste período do ano, a Faesp observa que, em 2026, o recuo foi mais intenso em razão da estabilidade da produção.
O feijão cores encerrou julho com desvalorização de 10,3%. A saca de 60 quilos foi cotada, em média, a R$ 367,20. Conforme o levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, o avanço da colheita e o aumento da oferta pressionaram as cotações. Ainda assim, o produto acumula valorização de 79,1% em relação a julho de 2025.