Insumos sobem até 22,2% em São Paulo
Vacina contra clostridiose dispara 219,7% em 12 meses em SP
Foto: Canva
Os insumos agropecuários tiveram variações importantes nos preços em São Paulo em agosto de 2026, com destaque para corretivos, medicamentos e suplementos minerais. Segundo dados divulgados pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), a vacina contra clostridiose acumulou alta de 219,7% em 12 meses, enquanto alguns combustíveis ficaram mais baratos no mês.
O levantamento é realizado mensalmente pelo Departamento Econômico da FAESP, com base em informações da CNA/ESALQ-USP (Campo Futuro), e acompanha os preços de diferentes produtos utilizados pelos produtores rurais.
Entre os produtos que mais subiram em agosto, o corretivo calcítico sem PRNT, de 50 quilos, teve alta de 22,2%. A ivermectina 3 a 4% LA também registrou aumento expressivo, de 18%. O hormônio de 10 ml ficou 16,1% mais caro, enquanto o sal proteinado com 18% de proteína bruta (PB), de 30 quilos, apresentou alta de 14,5%.
De acordo com a análise do Departamento Econômico da FAESP, parte da alta dos medicamentos pode estar relacionada à dependência de produtos importados e ao aumento da demanda dos pecuaristas por produtos destinados à saúde animal.
As variações nos suplementos minerais não foram uniformes durante o período. As mudanças nos preços podem estar relacionadas às condições de oferta e aos custos dos componentes utilizados na fabricação dos produtos. Enquanto alguns itens registraram alta, outros permaneceram estáveis ou apresentaram redução.
Na outra ponta, a cipermetrina 15% para pulverização teve a maior queda mensal entre os itens destacados no levantamento, com recuo de 17,7%. O concentrado para engorda com 18% de PB, de 14,7%; o sal nitrogenado de 30 quilos, de 13%; e o carrapaticida fluazuron pour-on, de 11,6%, também registraram queda. Os movimentos mostram que o comportamento dos preços dos insumos foi desigual em agosto, com aumentos e reduções dependendo do produto.
Os três combustíveis acompanhados pelo levantamento apresentaram queda em agosto. O litro do etanol passou a custar R$ 3,66, redução de 3,4% em relação a julho. O diesel ficou em R$ 6,50 por litro, com queda de 1,8%, enquanto a gasolina chegou a R$ 6,39 por litro, recuo de 1,1%.
Segundo a análise do Departamento Econômico da FAESP, as reduções podem estar relacionadas à maior oferta doméstica de etanol, à incorporação gradual das quedas nos preços internacionais do petróleo e às medidas de subvenção adotadas pelo Governo Federal.
Na comparação entre agosto de 2026 e o mesmo mês de 2025, a maior alta entre os produtos acompanhados foi registrada pela vacina contra clostridiose com sete tipos de Clostridium, na embalagem de 250 ml.
O produto acumulou aumento de 219,7% no período de 12 meses. O sal nitrogenado com 40% de PB e 31% de NNP, de 30 quilos, apresentou alta de 61,5%. Na sequência, a vacina contra clostridiose de 100 ml subiu 55,8%, enquanto a cipermetrina de um litro teve aumento de 46,8%.
Entre as maiores quedas acumuladas em 12 meses, o arame para cerca elétrica de 500 metros apresentou redução de 22,2%. O mata-bicheira de uso tópico, de 200 gramas, teve recuo de 21,9%, enquanto o fluralaner pour-on de cinco litros caiu 18,9%. A ivermectina 1% de um litro também registrou queda, de 18,2%.
No acumulado de 12 meses, segundo dados divulgados pela FAESP, predominou a elevação dos preços entre os itens acompanhados, indicando a continuidade de pressões sobre os custos dos produtores rurais.