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Feira em Madri abre oportunidades para frutas brasileiras

Produtores brasileiros buscam ampliar exportações e conquistar novos mercados


Foto: Pixabay

Feira internacional fortalece negociações comerciais, amplia perspectivas de exportação e destaca a importância da agregação de valor à produção

A Fruit Attraction 2026, realizada entre os dias 6 e 8 de outubro, em Madri, na Espanha, consolidou sua posição entre os principais eventos internacionais da cadeia de frutas e hortaliças. A feira reuniu mais de 121 mil profissionais de mais de 150 países, aproximadamente 2.500 empresas expositoras de 78 nações e representantes dos principais mercados consumidores e fornecedores mundiais. Organizado pela IFEMA Madrid e pela Federação Espanhola de Associações de Produtores e Exportadores de Frutas e Hortaliças (FEPEX), o encontro movimentou um setor estratégico para o comércio internacional de alimentos. Além das rodadas de negócios, a programação destacou tecnologias de produção, logística, rastreabilidade, sustentabilidade e inovações voltadas à competitividade da fruticultura.

“Foram mais de 25 reuniões com potenciais compradores. Há três anos foi difícil achar uns sete ou oito para conversar. Todos agora estão muito abertos, reconhecendo essa força do agronegócio brasileiro que é o segmento de frutas”, frisou Ricardo Pinto, de Itaí, um dos seis produtores paulistas na Missão da CNA e o maior produtor de lichia do país, com 170 hectares cultivados e tendo em seu portfólio exportações para a França, Alemanha, Canadá, Espanha, Itália, República Tcheca, Reino Unido e Holanda.

Para a agropecuária brasileira, os resultados da Fruit Attraction reforçam a necessidade de uma estratégia de longo prazo voltada à abertura de mercados, agregação de valor e fortalecimento da diplomacia comercial. O Brasil, que se apresentou no evento com dois estandes em posições estratégicas na feira, reúne condições climáticas, diversidade produtiva e capacidade tecnológica para ampliar sua participação no comércio mundial de frutas, mas ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura logística, certificações internacionais, custos de transporte e exigências sanitárias.

Ricardo Pinto, que foi pela segunda vez à feira, teve uma percepção sobre a importância da fruticultura das Américas para a Europa. A América do Sul, afirmou, tornou-se uma grande vitrine nesse mercado de frutas. O Chile já era forte; o Peru vem se fortalecendo; e o Equador apareceu de uma forma mais significativa. “Eu diria que a América do Sul está virando a bola da vez da produção de frutas de qualidade A Europa está muito aberta, com os olhos nessa questão de frutas da América do Sul, especialmente do Brasil”.

A feira também evidenciou a crescente valorização de embalagens inovadoras, conveniência, conservação e diferenciação dos produtos frescos, tendências que abrem oportunidades para produtores e agroindústrias nacionais. Nesse cenário, ampliar a competitividade significa não apenas exportar maiores volumes, mas conquistar consumidores, fortalecer marcas brasileiras e gerar mais renda e empregos nas regiões produtoras.

“Acreditamos que a consolidação dos pequenos e médios empreendedores no mercado internacional passa necessariamente pela cooperação, pela formação de parcerias estratégicas e pela construção de relações comerciais duradouras. E é justamente nesse sentido que o agroBR atua, preparando, conectando e acompanhando esses empresários para que as oportunidades geradas em eventos como a Fruit Attraction se traduzam em negócios sustentáveis e desenvolvimento para o agro brasileiro”, frisou Rosilene Bandeira, assessora de Relações Internacionais da CNA.

Participaram da Missão por São Paulo, além de Ricardo Pinto, Antonio Ettruri e Gustavo Maierovich, que comercializam limão Tahiti; Cristiane Galelli Torres, com chips de banana; Renata Berardinelli Villares, com manga, limão e uva de mesa; e Marcelo Gonçalves da Silva, com abacate Hass, manga, limão Tahiti, gengibre fresco e batata-doce.

Em 2025, a feira em Madrid serviu para impulsionar e conectar os produtores em um ano em que as exportações brasileiras totais de frutas alcançaram um recorde histórico de US$ 1,45 bilhão (alta de 12% em valor e 19,6% em volume em relação ao ano anterior), com destaque para manga, melão e cítricos.

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