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Embrapa reúne especialistas para debater desafios da fruticultura brasileira

Especialistas debatem os desafios e oportunidades da fruticultura no Brasil


Foto: Seane Lennon

Debate on-line discutirá impactos de crises globais, mudanças geopolíticas e desafios tecnológicos sobre cadeias produtivas

A Rede de Socioeconomia da Agricultura da Embrapa (RSA) realiza, na próxima quinta-feira, 14 de maio, das 9h45 às 12h, o debate on-line “Fruticultura brasileira: como crises globais impactam o que chega à sua mesa”, com transmissão ao vivo pelo canal da Embrapa no YouTube. O evento é gratuito e aberto ao público.

O encontro integra a série Debates em Socioeconomia, iniciativa voltada à análise de tendências, gargalos e perspectivas das principais cadeias produtivas do agro brasileiro. A proposta é discutir os impactos das mudanças econômicas, tecnológicas, geopolíticas e ambientais sobre a agricultura nacional.

Segundo o pesquisador Pedro Gama, da Embrapa Semi-Árido (Petrolina-PE) e integrante da RSA, “o debate pretende ampliar a compreensão sobre os principais desafios da fruticultura brasileira e contribuir para a busca de soluções”. Pedro vai moderar as discussões e afirma que o encontro também buscará identificar demandas prioritárias de pesquisa e os principais desafios tecnológicos e estruturais que limitam o desenvolvimento da fruticultura brasileira”, afirma. “Queremos discutir oportunidades para fortalecer a competitividade do setor diante das mudanças no cenário global,” diz. A proposta é contribuir para o fortalecimento das cadeias produtivas por meio da articulação entre pesquisa, inovação, políticas públicas e estratégias de mercado.

Entre os resultados esperados estão a identificação de gargalos estruturais, a definição de prioridades de pesquisa e o mapeamento de oportunidades para ampliar competitividade e sustentabilidade.

A fruticultura será o foco desta edição. O Brasil produz frutas em todas as regiões, mas Nordeste e Sudeste concentram as principais cadeias voltadas à exportação. Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte se destacam na produção de manga, melão, melancia e uva; São Paulo, em limões e limas; e o Espírito Santo, em mamão. Juntos, esses estados respondem por cerca de 77% da receita brasileira com exportação de frutas, que se aproximou de US$ 1,5 bilhão em 2025.

Além da importância econômica, a atividade tem forte impacto social, especialmente no Nordeste, por ser intensiva em mão de obra e importante geradora de emprego e renda. A região do Vale do Submédio São Francisco, por exemplo, tornou-se referência nacional e internacional em produção irrigada de frutas.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta um ambiente internacional mais instável. As cadeias de manga e uva vêm sendo afetadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos, tensões geopolíticas, como a Guerra no Irã, e mudanças em acordos internacionais. O cenário reduz a competitividade brasileira, pressiona a rentabilidade de produtores e exportadores e aumenta a incerteza para novos investimentos. Também entram na discussão desafios relacionados a custos logísticos, mudanças climáticas, disponibilidade de mão de obra e adaptação tecnológica.

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