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Tempo seco favorece colheita, enquanto nova frente fria avança no fim da semana

Frentes frias avançam pelo Brasil e tempo seco beneficia colheitas agrícolas


Foto: Pixabay

Nesta semana, entre os dias 06 e 12 de julho, o destaque fica para a passagem de uma frente fria pelo litoral entre as regiões Sul e Sudeste, além do avanço de uma nova frente fria mais organizada no fim de semana. As instabilidades ficam mais concentradas no Sul, na faixa leste do Sudeste e em áreas do leste do Nordeste. Há atenção para baixa umidade relativa do ar em áreas do Centro-Oeste, interior do Sudeste e Matopiba ao longo da semana.

Nesta segunda-feira, 06 de julho, a frente fria avança pelo oceano, próxima à costa do Sul e do Sudeste, favorecendo o aumento de nebulosidade e chuva principalmente entre Santa Catarina e Paraná.

Na terça-feira as instabilidades savançam para a faixa leste do Sudeste. Há previsão de chuva fraca a moderada em pontos do litoral e do leste de São Paulo, Rio de Janeiro, Zona da Mata mineira e Espírito Santo. No interior do Sudeste, incluindo boa parte de Minas Gerais e São Paulo, a tendência é de variação de nebulosidade, mas sem previsão de chuva significativa. Na retaguarda da frente fria, o ar polar avança pelo Centro-Sul e provoca queda mais acentuada nas temperaturas.

Na quarta-feira, 08 de julho, a frente fria se afasta gradualmente, mas a umidade ainda mantém condição para chuva isolada entre o Espírito Santo, leste de Minas Gerais e sul da Bahia. Nas demais áreas do Sudeste, o tempo volta a ficar mais firme, com predomínio de sol.

No Sul do Brasil, a madrugada da quarta deve ser fria, com risco de geada em áreas do interior do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, onde as mínimas podem ficar próximas ou abaixo de 3 °C.

No decorrer da segunda metade da semana, o tempo seco ganha força sobre boa parte do interior do Brasil. As áreas do Centro-Oeste, interior do Sudeste e Matopiba devem seguir com predomínio do sol, favorecendo as atividades de campo. Por outro lado, a umidade relativa do ar tende a ficar mais baixa durante as tardes, especialmente em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, interior de Minas Gerais e oeste da Bahia.

Quanto as temperaturas, enquanto no Sul o frio mais intenso deve ocorrer na madrugada de quarta-feira e perde força gradualmente a partir de quinta-feira, no Brasil Central, a queda de temperatura será mais sentida entre quinta e sexta-feira, com mínimas baixas no sul de Mato Grosso do Sul e em áreas de São Paulo e Minas Gerais, mas sem indicativo de geada ou danos para culturas como café e cana-de-açúcar.

No Nordeste, a chuva deve se concentrar principalmente entre o litoral, o sul da Bahia e áreas próximas à faixa leste da região. No interior, incluindo grande parte do Matopiba, o predomínio ainda será de tempo seco, com baixos acumulados. No decorrer da semana, a umidade pode aumentar sobre a Bahia, com pancadas mais frequentes especialmente entre o sul e o leste do estado.

Na Região Norte, as chuvas seguem mais frequentes sobre áreas do Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará. Já no sul do Pará, Tocantins, Rondônia e Acre, o tempo seco deve predominar na maior parte da semana.

No fim de semana, entre 11 e 12 de julho, o destaque será o avanço de uma nova frente fria mais intensa pelo Centro-Sul do Brasil. No sábado, a chuva deve ganhar força no Sul e no domingo deve se espalhar sobre partes de São Paulo e do Centro-Oeste. O sistema vai atrair a umidade da Amazônia para o interior do País e com isso as chuvas tendem a se espalhar para grande parte do interior do Sudeste, Centro-Oeste e meio oeste da região Norte no início da próxima semana.

CAFÉ

Nas áreas produtoras de café, o cenário da semana ainda será favorável para o avanço da colheita e da secagem dos grãos na maior parte do interior do Sudeste. A chuva mais relevante deve ficar restrita à faixa leste, entre o leste de São Paulo, Rio de Janeiro, Zona da Mata mineira, Espírito Santo e sul da Bahia, com episódios pontuais e baixos acumulados. No Sul de Minas, Alta Mogiana, Cerrado mineiro e demais áreas do interior de Minas Gerais e São Paulo, o predomínio será de tempo seco, com apenas variação de nebulosidade. Após a passagem da frente fria, as temperaturas entram em declínio, com madrugadas mais frias na segunda metade da semana, mas sem indicativo de frio extremo ou risco de danos aos cafezais.

MILHO

Para o milho segunda safra, o predomínio de tempo seco em Mato Grosso, Goiás, Matopiba, interior de Minas Gerais e boa parte de São Paulo favorece a maturação, a colheita e o escoamento da produção. No Sul do Brasil, a chuva associada à passagem das frentes frias pode provocar interrupções pontuais nas operações, especialmente no fim de semana. No domingo, a chuva mais expressiva sobre Paraná e centro-sul de São Paulo pode elevar a umidade dos grãos e dificultar temporariamente a colheita e o transporte.

CANA-DE-AÇÚCAR

Nas áreas de cana-de-açúcar do Centro-Sul, o tempo seco deve predominar durante boa parte da semana, favorecendo o avanço da colheita, carregamento, transporte e moagem em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul. A chuva mais pontual no leste paulista no início da semana pode causar interrupções localizadas. A queda de temperatura na segunda metade da semana não deve trazer danos significativos à cultura. No domingo, com o avanço de uma nova frente fria, a chuva deve atingir as áreas produtoras do Paraná, Sudeste e Centro-Oeste e pode voltar a impactar as operações de campo, principalmente no início da semana seguinte.

ALGODÃO

Nas áreas produtoras de algodão de Mato Grosso, Goiás, oeste da Bahia, Tocantins, sul do Maranhão e sul do Piauí, o padrão segue favorável às operações de campo, com predomínio de tempo seco. Esse cenário contribui para a maturação, desfolha, colheita e transporte. A atenção segue voltada para a baixa umidade relativa do ar durante as tardes, especialmente no interior do Centro-Oeste e do Matopiba. Na Bahia, a chuva pode aumentar gradualmente em áreas mais ao sul e leste do estado ao longo da semana.

TRIGO E CULTURAS DE INVERNO

Para trigo, cevada, aveia e demais culturas de inverno, a chuva no Sul do Brasil deve ocorrer de forma mais irregular no início da semana, mas volta a ganhar força com a chegada de uma nova frente fria no fim de semana. A umidade favorece áreas em implantação e desenvolvimento inicial. O frio será mais intenso na madrugada de quarta-feira, com risco de geada no interior gaúcho e catarinense. Neste momento, os danos às lavouras de inverno tendem a ser limitados, já que muitas áreas ainda apresentam maior resistência nessa fase inicial. O principal efeito deve ser um retardo temporário no desenvolvimento das lavouras.

Pela meteorologista Dayane Figueired

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