Safra de grãos deve crescer em São Paulo
Safra paulista deve chegar a 11,9 milhões
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A produção de grãos deve crescer em São Paulo na safra 2025/26, enquanto o Brasil caminha para um novo recorde histórico de colheita. Os dados fazem parte do relatório de acompanhamento mensal elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, com base em informações da Companhia Nacional de Abastecimento.
Segundo o levantamento, a safra paulista deve alcançar 11,9 milhões de toneladas, volume 2% superior ao registrado no ciclo anterior. O avanço é impulsionado principalmente pela ampliação de 2,9% da área plantada, enquanto o rendimento médio apresentou recuo de 0,8% em função das condições climáticas.
De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, os efeitos da irregularidade climática foram mais sentidos nas culturas de segunda safra, especialmente no milho safrinha.
O relatório aponta que o sorgo lidera o crescimento entre as culturas paulistas, com aumento próximo de 22% na produção. A expansão ocorreu principalmente após o atraso na colheita da soja, que levou produtores a optarem pela cultura como alternativa ao milho segunda safra.
O amendoim irrigado também se destacou, com produtividade estimada em até 4.850 quilos por hectare, considerada recorde no estado. feijão, milho verão e soja também devem apresentar crescimento na comparação anual.
Por outro lado, o milho segunda safra foi prejudicado pelo plantio fora da janela ideal e pela redução das chuvas em abril. Conforme o levantamento, a cultura deve registrar queda de 7,1% na produção e retração próxima de 10% na produtividade.
No cenário nacional, a safra brasileira de grãos foi projetada em 358 milhões de toneladas, alta de 1,6% em relação ao ciclo anterior e novo recorde histórico, segundo os dados compilados pela Companhia Nacional de Abastecimento.
O crescimento foi sustentado pela expansão de 2,2% da área cultivada, compensando a queda de 0,6% na produtividade média nacional.
A soja aparece novamente como principal destaque da produção brasileira. O relatório atribui o avanço à ampliação contínua da área plantada, ao investimento em tecnologia e à boa distribuição de chuvas em estados produtores como Mato Grosso e Paraná.
O milho de primeira safra também apresentou crescimento expressivo, com alta de 14,1%, favorecido pelos preços considerados atrativos no momento da semeadura e pelas condições hídricas mais favoráveis nas regiões Sul e Sudeste.
Já o sorgo registrou aumento de quase 24% na produção nacional. Segundo o relatório, o desempenho está relacionado à maior tolerância da cultura ao déficit hídrico e à ocupação de áreas que deixaram de receber milho safrinha devido ao atraso da soja.
No comparativo entre o sétimo e o oitavo levantamento da safra, houve revisões positivas para soja, milho total, sorgo e algodão. Em contrapartida, amendoim, arroz e feijão tiveram ajustes negativos nas projeções.