CNA debate manejo integrado de javalis
O javali é uma ameaça à segurança do produtor rural e à produção
Foto: Pixabay
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça (15), do “Fórum Javali - Impactos, Estratégicas e Ação Coordenada de Sanidade, produção, meio ambiente e manejo em uma estratégica integrada”. O evento reuniu representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA/SP), da Embrapa, especialistas e empresas que atuam no controle da espécie. A programação abordou, de forma integrada, questões de sanidade, produção, meio ambiente e manejo.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, destacou medidas como a simplificação de normas, desburocratização, rastreabilidade, segurança jurídica, capacitação para manejo, treinamento em biossegurança e saúde animal, além do uso de novas tecnologias e monitoramento.
“O javali é uma ameaça à segurança do produtor rural e à produção. Precisamos investir nesse processo de manejo e controle de forma coletiva, com esforços reunidos em torno da sanidade animal e vegetal, bem como de projetos que contribuam para o produtor e para o país como um todo”, afirmou.
Em sua apresentação, Julio Daniel do Vale, especialista da CNA, destacou que a gestão do javali vai além da caça e exige planejamento, monitoramento, continuidade e estratégias de controle adequadas a cada cenário.
Segundo levantamento da Faesp com 76 Sindicatos Rurais, 85,5% das regiões representadas pelas entidades que responderam à pesquisa registram a presença de javalis nas lavouras.
A espécie provoca prejuízos à atividade rural e preocupação sanitária, enquanto produtores e sindicatos ainda enfrentam dificuldades para realizar o controle.
Segundo ele, em áreas sem a presença da espécie, a prioridade deve ser a prevenção, já onde há baixa densidade, a erradicação e, em locais com alta concentração, a contenção e a análise dos danos.
O consultor também apontou que o Brasil possui a oportunidade de fortalecer a biosseguridade, além da criação de um modelo nacional de controle e o uso de tecnologias para monitoramento, captura e rastreabilidade.
“O controle do javali exige uma estratégia contínua e adequada à realidade de cada região, com prevenção, monitoramento e manejo em escala”, disse.